Mensagens Divinas


I - Onde Deus está?


Havia um pequeno menino que queria se encontrar com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto, encheu sua mochila com pastéis e guaraná, e começou sua caminhada. Quando ele andou umas três quadras, encontrou um velhinho sentando em um banco da praça olhando os pássaros.

O menino sentou-se junto a ele, abriu sua mochila, e antes de tomar um gole de guaraná, olhou ao lado e viu o velhinho, que estava com "cara" de fome, e então ofereceu-lhe um pastel. O velhinho muito agradecido aceitou, e sorriu ao menino. Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo, então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino. O menino estava tão feliz ! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel e bebendo guaraná pelo resto da tarde sem falarem um ao outro.

Quando começou a escurecer o menino estava cansado, resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele se voltou e deu um grande abraço ao velhinho. O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.

Quando o menino entrou em casa, sua mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada em sua face:

- "O que você fez hoje que te deixou tão feliz?

Ele respondeu:

- "Passei a tarde com Deus" e acrescentou:

-"Você sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi"!

Enquanto isso, o velhinho chegou em casa com o mais radiante sorriso na face, e seu filho perguntou:

-"Por onde você esteve, que está tão feliz?"

Ele respondeu:

- "Comi pasteis e tomei guaraná no parque...... com Deus".

Antes que seu filho pudesse dizer algo falou:

- "Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava?"


Nunca subestime a força de um sorriso... o poder de uma palavra... de um ouvido para ouvir... um honesto elogio... ou até o menor ato de carinho... Deus está onde nós o colocamos....


II - Quem procura acha


Passei tanto tempo te procurando, Não sabia onde estavas. Olhava para o infinito, não te via, E pensava comigo mesmo: será que tu existes?

Não me contentava na busca e prosseguia, Tentava te encontrar nas religiões e nos templos. Tu também não estavas. Busquei-vos através dos sacerdotes e pastores. Também não te encontrei. Senti-me só, vazio, desesperado e descri. E na descrença te ofendi.E na ofensa tropecei. No tropeço cai. Na queda senti-me fraco. Fraco, procurei socorro. No socorro encontrei amigos.

Nos amigos encontrei carinho. No carinho eu vi nascer o amor. Com amor eu vi um mundo novo, E no mundo novo resolvi viver.

O que recebi, resolvi doar. Doando alguma coisa, muito recebi. E, em recebendo, senti-me feliz. E, ao ser feliz, encontrei a paz.

E tendo paz, foi que enxerguei, Que dentro de mim é que tu estavas. E, sem procurar-te. Te encontrei...


III - O Visitante


Em uma cidade dos Estados Unidos, durante um dia de inverno com muita neve e frio, Ruth foi à sua caixa de correio, em frente de casa, verificar se tinha alguma correspondência e lá havia somente uma carta. Ela tomou a mesma e observou que não havia nem selo nem qualquer outro carimbo do correio. Abriu o envelope e leu a carta:

- "Querida Ruth: Deverei estar na sua vizinhança no sábado à tarde e gostaria de visitá-la. Com amor, Jesus"

Com as mãos trêmulas ela colocou a carta em cima da mesa. "Por que iria Jesus visitar-me? Eu não sou ninguém especial. Eu não tenho nada para oferecer." Com esse pensamento, Ruth lembrou de sua cozinha com armários vazios.

-"Oh meu Deus, eu realmente, não tenho nada para oferecer. Eu tenho que correr para o supermercado e comprar alguma coisa para o jantar"

Ela procurou em sua bolsa e viu que continha somente cinco dólares e quarenta centavos. "Bem, pelo menos eu posso comprar um pouco de pão e alguns frios."

Ela vestiu seu sobretudo e correu para as compras.

Alguns pães franceses, 250 gramas de peito de peru fatiado e uma caixinha de leite ... deixaram Ruth com apenas 12 centavos.

Apesar de tudo, ela se sentiu bem voltando para casa com aquela miserável oferenda debaixo de seus braços. No caminho, uma voz: -"Ei senhora, você pode nos ajudar?"

Ruth estava tão absorvida em seus planos para o jantar que nem notou duas figuras aconchegadas uma à outra na alameda. Um homem e uma mulher, ambos vestidos em não mais que uns farrapos.

-"Olhe senhora, eu estou desempregado, sabe, e minha mulher e eu estamos vivendo ao relento, e o tempo está tornando-se muito frio e estamos sentindo muita fome, se a senhora pudesse nos ajudar nós ficaríamos realmente felizes."

Ruth olhou para os dois. Eles estavam sujos e cheiravam mau e, francamente, ela estava certa que eles poderiam conseguir algum tipo de trabalho se, realmente, quisessem.

-"Senhor, eu gostaria de ajudá-los mas eu sou uma pobre mulher. Tudo o que eu tenho é um pouco de frios fatiados e um pouco de pão, e eu tenho uma visita muito importante para o jantar esta noite, e estava planejando servir isto para Ele."

-"Sim. Está certo senhora, eu compreendo. De qualquer forma muito obrigado."

O homem colocou suas mãos nos ombros da companheira e seguiram em frente.

Olhando-os partir, Ruth sentiu uma dor familiar em seu coração: -"Espere, senhor"

O casal parou e virou para ela, que corria para eles.

"Olhe, por que você não fica com este alimento? Eu arranjo outra coisa para servir meu convidado."

Ela deu ao homem sua sacola de supermercado.

-"Obrigado senhora. Muito obrigado." -"Sim, muito obrigado" disse a esposa. Ruth percebeu que ela estava tiritando de frio.

-"Sabe, eu tenho outro sobretudo em casa. Aqui está este para você."

Desabotoou o casaco e jogou-o sobre os ombros da mulher.

Então, sorrindo, voltou-se e foi embora alameda abaixo, sem seu casaco e sem os alimentos para servir seu convidado.

-"Obrigado senhora, muito obrigado mesmo"

Ruth estava congelada sem seu casaco e muito preocupada. O Senhor estava chegando para visitá-la e ela não tinha nada para lhe oferecer.

Ela remexeu em sua bolsa para achar a chave de casa mas percebeu que havia outro envelope em sua caixa de correio.

-"Isto é estranho. O carteiro não costuma vir duas vezes no mesmo dia". Ela pegou o envelope e abriu-o.

-"Querida Ruth: Foi tão bom vê-la novamente. Obrigado pela adorável comida. E obrigado, também, pelo maravilhoso casaco. Com amor, sempre. Jesus"