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PERSPECTIVA INTERDISCIPLINAR E TRANSVERSAL
A abordagem que vem orientando o
trabalho desse projeto é a que privilegia o olhar múltiplo, reconhecendo a complexidade
dos ecossistemas e dos impactos das ações do homem sobre eles. Perspectiva que exige a
construção contínua da transversalidade de áreas de conhecimento. Para tal, as
iniciativas de workshop, seminários, excursões científicas pelas ilhas e reuniões de
sub-grupos temáticos, tem ajudado a criar um espírito mais colaborador, indicando novas
questões para pesquisa e para intervenção, dentro do projeto. Está sendo ainda
implementada a idéia de links com outros projetos cuja produção está mais
consolidada, em áreas de ecossistemas amazônicos variados: manguezais, várzeas e
terra-firme. O Grupo CIAMB, do PADCT, do qual o projeto MEGAM faz parte, tem sido um
estimulador de projetos com tal perspectiva multidisciplinar.
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Área 1 Piloto. A área piloto de atuação do projeto
é formada pela cidade de Belém e por algumas ilhas do estuário que fazem parte do seu
município. Foi definida em função de duas necessidades; por um lado, delimitar-se uma
área onde os membros das equipes interdisciplinares pudessem realizar trocas de
experiências de pesquisa em curso através do debate e do intercâmbio de dados, assim
como da elaboração de cartas temáticas e dos bancos de dados; por outro lado ela
também atende a necessidade de uma área para onde as informações pudessem ser
canalizadas para fins de gerenciamento ambiental. Na fase atual do projeto, tanto
interessa o impacto da cidade sobre o estuário como a ocupação das ilhas de Outeiro,
Cotijuba, Mosqueiro e Marajó.
Área 2 Complementares. Foram consideradas algumas
áreas complementares, no Baixo Tocantins, Guajarina, Salgado, Santarém e Marajó. Nestes
casos alimentamos relações com os projetos de pesquisa e gerenciamento ambiental mais
antigos, com os quais desenvolvemos uma prática de "links".
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