Ídolo marajoara (iconografia marajoara)
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RESERVA DA BIOSFERA DO MARAJÓ
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Localização do arquipélago do Marajó, no delta do Rio Amazonas |
Macro-Política Pública: Múltiplas Reservas da Biosfera
Proposição
alternativa para ocupação sustentável da Amazônia Brasileira.
Contribuição
da OnG CAMPA - Corporação Associativo-Ambiental Panamazônica.
A
Minuta original desta Proposta foi recepcionada e subscrita pelas OnG AMAM
(Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó), GDM (Grupo em Defesa
do Marajó), CEMEM (Cooperativa Ecológica das Mulheres Extrativistas do Marajó)
e Fórum DELIS de Muaná. Foi aprovada na I Conferência de Meio Ambiente
Regional do Marajó e encaminhado à I Conferência Estadual do Meio Ambiente do
Pará onde foi aprovada como moção "Carta de Muaná" a ser
encaminhada à I Conferência Nacional do Meio Ambiente
APRESENTAÇÃO
"O arquipélago do Marajó é considerado área
de proteção ambiental do Pará,
devendo o Estado levar em consideração a vocação econômica da região
ao tomar decisões com vistas a seu desenvolvimento e melhoria das condições
de vida da gente marajoara."
CONSTITUIÇÃO
DO ESTADO DO PARÁ,
Parágrafo
2º do Art. 13
(promulgada
em 5 de outubro de 1989)
01
Este trabalho fundamenta-se em estudos geopolíticos pertinentes sobre as
realidades econológicas da grande Hyléia,
a consubstanciar o tema objeto da presente proposta, de transformação da Amazônia
Brasileira em macro-reserva da biosfera para ser rateada em múltiplas
micro-reservas da biosfera, como política pública magna do
Estado Brasileiro, a ser vinculada ao Sistema Nacional do Meio Ambiente
(SISNAMA), este também em discussão nas perspectivas da I Conferência
Nacional do Meio Ambiente.
02
Trata-se aqui de uma antítese em contraponto à ideologia de estudiosos
burgueses contemporâneos da amazonologia no ideal capitalista, essencialmente
mercantilista-espoliador dos corredores ecológicos - cerne de uma
pressuposta política pública pretensiosamente protecionista para a BIOTA
AMAZÔNICA, ante o extrativismo de escala, pelas plutocracias industriais,
ideal (dos Corredores e do Extrativismo de escala) aprovado nos
textos "discutidos" da Agenda 21 Brasileira e da Agenda 21
Amazônica.
03
E nós questionamos, "vamos cuidar também da Amazônia ?!",
quanto ao que se está urdindo para explotação de fato da Amazônia
Brasileira. Enquanto OnG preocupada com a Amazônia, a Campa constrói
esta proposta, por seus co-dirigentes Vivaldo Reis Filho e Paulo
Lucena.
04
"Vamos cuidar do Brasil", diz o Parágrafo 1º da
Apresentação do Documento-Base "Fortalecendo o Sistema Nacional do
Meio Ambiente", do MMA, que é o tema guia da I Conferência
Nacional do Meio Ambiente, em novembro próximo, na Capital da República.
05
Na feitura das Agendas 21 Amazönica e Brasileira, em 2002, o Governo impös temáticas
subjetivas, com idéias capitalistas globalizantes, mediante textos dito “básicos”,
com predomínio da proposta dos “corredores ecológicos”, para “proteger”
a Amazönia “contra a degradação ambiental” na explotação
extrativista intensiva, então, convenientemente interposta nas proposições em
debate, que foram emgeral aprovadas por uma platéia perfilada nos interesses da
grande burguesia brasileira e mundial.
06
Textos verticais circularam como “documentos básicos” oficiais nas
articulações das Agendas 21 Amazönica e Brasileira, em atos apressados, para
serem exibidos na Conferëncia RIO+10 (Johannesburgo/2002).
07
Entendemos que os corredores ecológicos, em tese e como reflexo do imperialismo
internacional, são incompatíveis com o status de
sustentabilidade ambiental da BIOTA Amazönica e da BIOSFERA em
geral. Eles implicam numa inerente destruição parcial de ecossistemas, e são
uma ruptura radical do binömio homem-ambiente, pelas vias da necessária
intervenção em escala extrativista silvindustrial, para satisfazer e
beneficiar a voracidade plutocrática das superpotëncias do Norte-Planetário,
carentes das essëncias da bio-geo-diversidade hyléica.
08
Na Secção CONCLUSÕES desta proposta (Parágrafo 29) abordamos o
fato alviçareiro e de grande significado para o tema desta proposta que é a
manifestação da UNESCO declarando uma grande parcela hidro-fito-ecológica
da Amazônia Central, no Estado do Amazonas, como "sítio patrimônio
da humanidade", ato institucional do órgão especializado da
ONU, que corresponde a um status jurídico semelhante ao d
"reserva da biosfera" e significa um passo adiante nos
rumos dos objetivos estratégicos
desta
proposição que preconiza a Macro-Reserva da Biosfera da Amazônia
Brasileira (BIORAMA) como um todo. O irônico e estranho deste fato é o
silêncio absoluto dos meios de comunicação nacionais - a Grande Mídia
brasileira (Imprensa Escrita, Falada e Televisionada) - que, diante de uma
noticia de tamanha magnitude, não divulga, deix (¹)
econológicas - de econologia: economia+ecologia=. Vocábulo
ultra-moderno (ainda não constante nos dicionários, em 2003), proposto pelo
filósofo,ando o povo
brasileiro e amazônico alheio às informações sobre seus próprios interesses
mais relevantes e autênticos. É isto mais um sintoma da influência nefasta
exercida pelos monopólios imperialistas do Norte Planetário, a cercear
a informação de maneira perversa. A notícia que recebemos foi através de um
ilustrado grupo nacionalista egresso do Exército Brasileiro e sua valorosa
organização social de base denominada NEEMA (Núcleo de Estudos Estratégicos
Matias de Albuquerque), por sua publicação bimensal Jornal "O
FAROL" (Edição nº 105, Ano XIX, ago/03, Pág. 4), sediado
em Jacarepaguá, Rio de Janeiro-RJ.
Macro-Política Pública:
Múltiplas Reservas da Biosfera Amazônica
SÚMULA
DA PROPOSTA
09. Os
fundamentos da idéia da macro-política pública aqui defendida, para a Amazônia
Brasileira, decorrem da constatação da notável amplitude e exuberância da
biosfera desta região, em cujo contexto há um turbilhão de nichos ecológicos
paradisíacos concentrados, a exemplo do Arquipélago do Marajó, riquíssimos
em potencialidades econológicas, os quais uma vez plotados,
zoneados, delimitados e prospectados, em suas riquezas
latentes, e recursos humanos passíveis de capacitação social à co-gestão
popular-participativa, poderão assim ser configurados em reservas dinâmicas
para os efeitos desta proposta.
10.
Particularmente, quanto ao ideal deste trabalho sobre a Amazônia, pessoas não
bem informadas contrapõem-se às "reservas da biosfera", com a
equivocada alegação de que significaria predisposição à
"internacionalização" da Amazônia. Pura falácia! Na verdade, o status
de "reserva da biosfera" obedece uma legislação em
parceria inter-institucional, entre a UNESCO e o Estado Nacional (a
mesma legislação do instituto do patrimônio histórico da
humanidade em todo o mundo), com normas rígidas de co-gestão a
persistir absoluto respeito internacional ao domínio gentílico e à soberania
nacional do país detentor do status.
Assim,
11.
"A capacidade da atuação do Estado na área ambiental baseia-se na idéia
de responsabilidades compartilhadas entre União, Estados, Distrito Federal e
Municípios e entre esses e os setores da sociedade...". Este é um
fragmento do Parágrafo 12 do Documento Base da I Conferência Nacional
do Meio Ambiente, suscitando parâmetros à nossa proposta que tem o Sistema
Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) como matriz institucional para as
gestões necessárias, e seus correlatos Sistema Nacional de Gerenciamento
dos Recursos Hídricos (SINGREH) e o Sistema Nacional de Unidades de
Conservação (SNUC) - Parágrafo 30 do supra citado Documento-Base -
como patamares da implementação do Projeto Piloto da Micro-Reserva da Biosfera
do Marajó, experiência-mater para implementação das múltiplas
micro-reservas da biosfera a serem rateadas da Macro-Reserva da Biosfera Amazônica.
12.
Com a extensão territorial insular de cerca de 60.000Km², dentre uma
ilha-gigante, a Ilha do Marajó (42.000Km²), aqui denominada de "Ilha
Nuclear", onze ilhas grandes - Cavianas Setentrional e
Meridional, Mexiana, Janaucu, Jurupari, Serraria, Mututi, Curumu, Grande do
Gurupá, Ururicaia e Comandai e 2.500 ilhas e ilhotas (médias, pequenas e minúsculas),
com a extensão territorial montante de aproximadamente 18.000km², o Marajó é
o maior arquipélago fluvial do Planeta, dotado de exuberantes riquezas
hidro-fito-ecológicas dignas desta proposta.
VISÃO
ESTRATÉGICA
JANELA
PANAMAZÔNICA
13.
Na perspectiva estratégica dos estudos geopolíticos desta proposta não se
deve inferir quanto à Amazônia Brasileira sem uma reflexão macro sobre a Hyléia.
14.
A Hyléia é aqui considerada como os 9 países inter-tropicais
sul-americanos setentrionais, acima e abaixo da Linha do Equador, que compõem a
chamada Panamazônia: BRA, BOL, PER, EQU, COL, VEN, GUY, SUR e GFr. que,
na cartografia macro-regional abrange os contornos das coordenadas geográficas
de Greenwitch - Long: 46ºW (pelo flanco oriental do Atlântico) e 79ºW (pelos
lados dos contrafortes ocidentais andinos); e da Linha do Equador - Lat: 4ºN
(pelos vales e florestas meridionais da Venezuela, desde a Cordilheira Guyana);
e 17ºS (pelas bandas dos contra-fortes do Brasil-Central e das planícies e
vales estuarinos da Bolívia); tudo formando um polígono hidro-fito-ecológico
N/S/E/W aqui convencionado como "Panamazonic Window" (Janela
Panamazônica), para efeitos deste estudo geo-político.
15.
No contexto da Janela Panamazônica está o objeto da macro-reserva da
biosfera da humanidade (BIORAMA), para rateio em micro-reservas da
biosfera da humanidade (REBIORAMA) mediante o Projeto Piloto da
Reserva da Biosfera do Marajó (REBIOMAR) - os nichos
hidro-fito-ecológicos implicitados na introdução desta proposta e nas reflexões
a partir do conceito de que "A Amazônia é um elo da cadeia alimentar
do Planeta" (Evandro Carreira, in "Recado Amazônico" - Editora
SEFE, 1983, Brasília-DF).
16.
Como já dito de princípio, a instância do presente estudo tem como ideal ser
base genérica para uma macro-política pública de uso e explotação
auto-sustentada da Amazônia Brasileira como um todo, mediante o estabelecimento
de uma macro-reserva da biosfera da humanidade (BIORAMA) que, por
sua vez, será rateada em múltiplas micro-reservas da biosfera da humanidade (REBIORAMA),
a possibilitar a prática generalizada de um amplo aproveitamento econológico e
sócio-participativo da região, a resultar no virtual enriquecimento sócio-econômico
e na melhoria da qualidade de vida dos amazônidas, sem que o processo de
explotação venha a suscitar a degradação do meio ambiente, desde que não
destruirá os ecossistemas de base da grande BIOTA..
17.
No particular da metodologia, é conveniente que a estrutura dos projetos obedeça
um padrão técnico genérico bem definido, codificado pela gestão
governamental federativa pertinente (SISNAMA/SINGREH/SNUC) na planificação
estratégica, em que venham a predominar preceitos e conceitos demográficos e sócio-econômicos
de envolvolvimento e co-gestão dos estados, municípios e da população
circunstante, adjacente e interna das biodiversidades, dos mananciais e
dos parques ecológicos virtuais visualizados como elementos estruturais
latentes, com includência necessária e indispensável da cidadania
domiciliada, num processo sistemático de participação popular, pela capacitação
social programada, em parcerias inter-institucionais que tenham caráter econológico,
vale dizer, sejam voltadas prioritariamente para as práticas quotidianas da ação
produtiva necessariamente embasadas numa sustentabilidade ambiental intrínseca.
18.
Será importante que a gestão governamental suprema venha a decretar o que se
poderá denominar de Programa Nacional de Criação de Micro-Reservas da
Biosfera para a Amazônia Brasileira (PROBIORAMA),
institucionalmente consentâneo com o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA),
a cargo do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA, em parceria com o
Ministério do Planejamento e Gestão e outros Ministérios das áreas econômica,
social, de integração regional e de ciência e tecnologia, no sentido das
campanhas interativas institucionais e inter-institucionais, a envolver os
Estados, Municípios e as Organizações da Sociedade Civil (OSC),
também conhecidas como Organizações não Governamentais (OnG), num
processo integrado e generalizado de capacitação sócio-ambiental e preparação
popular-participativa para co-gestão das micro-reservas da biosfera.
19.
A implementação de projetos, tendo como fundamento os parâmetros desta
proposta, deve ser através de experiências-piloto em nichos hidro-fito-ecológicos
de reconhecidas potencialidades, a exemplo do Arquipélago do Marajó ou Delta
do Amazonas e dezenas de milhares de outras micro-regiões paradisíacas
existentes em toda a Calha Amazônica, seus tributários e sub-tributários,
dotados de imensuráveis fatores potenciais dignos da implementação de
projetos afetos à presente proposta estratégica.
EXPERIÊNCIA
PILOTO
20. Nossa sugestão fundamental é para que, experimentalmente, nos modos e metodologia desta proposta, se
|
Fig 1 - Ilha nuclear do Arquipélago do Marajó, onde a cobertura vegetal apresenta desde ecossistemas de savana na sua parte oriental até Floresta Densa na ocidental. |
considere e implemente-se, como projeto-piloto
para as micro-reservas .da biosfera amazônica, o Delta do Amazonas,
constituído pelo exuberante manancial hidro-fito-ecológico do Arquipélago
do Marajó (Fig 1) que tem as seguintes características estruturais de base geopolítica,
para efeito de planejamento estratégico e implementação econológica:
20.1
Alem do seu status preceituado na Constituição do Estado do Pará (Art.
13), o Arquipélago do Marajó já é estabelecido por Lei Estadual como APA
(Área de Proteção Ambiental) - privilégio jurídico facultado
pelo SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente) - conjunto consolidado de Leis
ambientais que conformam a macro-política pública ambiental-ecológica do
Estado Nacional. O status APA torna uma área ecológica
protegida oficialmente contra processos de intervenção artificial que possam
degradar os ecossistemas. É de lamentar que tais mandamentos legal e
constitucional, respectivamente, no que se refere à
área do Marajó, não venham contando com a devida observância e
o necessário trato oficial, por parte dos Poderes Públicos e das Autoridades
responsáveis, em geral, de todos os níveis, incluindo o Ministério do Meio
Ambiente, o IBAMA e a SECTAM (Órgão do Estado do Pará), como seria de
esperar-se. Sequer os referidos mandamentos e suas condições
essenciais de proteção e preservação do complexo Marajó têm sido
divulgados para a população marajoara que, desinformada e simplória, em seu
coletivo informal, permanece alheia às obrigações sócio-ambientais, o que
resulta em detrimento à integridade ecológica enquanto a Sociedade Civil não
venha a ser instruída e incentivada a assumir sua condição coletiva de
cidadania detentora da propriedade ambiental marajoara. Este é um fator que
deve ser considerado nas estratégias de planificação e capacitação social
alusivas à presente proposta.
20.2
Uma ilha fluvial nuclear gigante, de cerca de 42 mil quilômetros quadrados (a
maior ilha fluvial do Planeta), que se estende desde a foz do Rio Amazonas,
entre a Linha do Equador e o Paralelo 1,55ºS de Latitude e, no rumo E/W entre
os Meridianos 47ºW e 53ºW de Longitude de Greenwitch, com a extensão geopolítica
rateada entre 12 municípios da jurisdição estatal do Pará, nesta sugestão
metodológica denominados de "Municípios Nucleares": Afuá,
Anajás, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de
Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, São Sebastião da Boa Vista e Soure;
20.3
Cerca de 2 mil e 500 ilhas e ilhotas periféricas espalhadas por todos os
meandros insulares e flancos de contorno da ilha nuclear, pertencentes a jurisdições
geopolíticas de diversos municípios marajoaras (nucleares) e estuarinos
continentais da periferia do Delta, sendo 46 ilhas de tamanhos grandes e
médios, a saber:
20.4
22 delas, grandes e médias, às proximidades do limite ocidental da
Ilha-Nuclear, em torno da intersecção do Paralelo 1,45ºS da Linha do Equador
com o Meridiano 51,50ºW de Longitude de Greenwitch, jurisdicionadas a quatro
municípios periféricos ocidentais do Delta - Gurupá-PA: 01-Ilha
Grande de Gurupá, 02-São Salvador, 03-Urutaí, 04-Caldeirão, 05-Rasa, 06-Cajari,
07-Caju, 08-Paracuuba, 09-Porquinhos, 10-Teles, 11-Pará e 13-Salvador; Porto
de Moz-PA: e 14-Ururicaia; Almeirim-PA: 15-Comandaí; Breves-PA:
16-Mututi, 17-Aranaí, 18-Mutunquara, 19-Carão, 20-Limão, 21-Maritapina
e 22-Roberta;
20.5
13 Ilhas grandes e médias, afora diversas ilhotas, nos limites noroestes da
Ilha Nuclear, em torno da intersecção do Paralelo 0,30ºS de Latitude da Linha
do Equador com o Meridiano 51,1ºW de Longitude de Greenwitch, jurisdicionadas a
um Município Nuclear - Afuá-PA:: 01- Arquipélago do Jurupari,
02-Pacas, 03-Cará, 04-Serraria, 05-Panenã, 06-Conceição, 07-Morcesa,
08-Porcos, 09-Maracujá, 10-Parauara, 11-Baturité, 12-Anajá e 13-Charapucu;
20.6
10 ilhas grandes e médias, sem contar muitas ilhotas, nos limites orientais da
Ilha Nuclear (Foz do Amazonas), jurisdicionadas a dois Municípios Nucleares, em
torno da intersecção da Linha do Equador com o Meridiano 50ºW de Longitude de
Greenwitch: Chaves-PA: : 01-Bragança, 02-Janaucu, 03-Viçosa,
04-Jurupari de Chaves, 05-Caviana Setentrional, 06-Caviana Meridional, 07-Mexiana,
08-Ganhoão, 09-Machadinho; e Soure-PA: 10-Camaleão;
20.7
23 Municípios estuarinos continentais de periferia do Delta do Amazonas, todos
da jurisdição estatal do Estado do Pará, incluindo aqueles 3 já citados, no
limite ocidental da Ilha Nuclear (Almeirim, Porto de Moz e Gurupá); 2 no Estuário
Anapu/Pacajás (Portel e Melgaço); e 16 situados à margem direita do Rio Pará
e Baias de Guajará e Marajó que conformam o braço meridional do Delta -
o braço setentrional do Delta é o Rio Amapá ou Canal do Norte -, ambos
resultantes da bifurcação do Rio Amazonas, que se dá pouco abaixo das
desembocaduras dos Rios Xingu (à direita) e Jarí (à esquerda), com epicentro
em torno da intersecção do Paralelo 1,50ºS de Latitude da Linha do Equador
com o Meridiano 52,20ºW de Longitude de Greenwitch: 01-Almeirim, 02-Gurupá,
03-Porto de Moz, 04-Melgaço, 05-Portel, 06-Bagre, 07-Oeiras, 08-Limoeiro do
Ajuru, 09-Abaetetuba, 10-Barcarena, 11-Belém, 12-Ananindeua, 13-Benfica, 14-Benevides,
15-Santa Bárbara, 16-Santo Antônio do Tauá, 17-Colares, 18-Vigia, 19-São
Caetano de Odivelas, 20-Curuçá, 21-Marapanim, 22-Magalhães Barata e
23-Maracanã.
21.
É oportuno e importante mencionar que diversos dos municípios estuarinos acima
expressos possuem, sob suas respectivas jurisdições, muitas ilhas, a exemplo
de Belém (47 Ilhas) e Ananindeua (6 Ilhas) com enormes potencialidades econológicas,
dados estes que devem ser levados em contas para os efeitos do planejamento
estratégico relativo à Experiência Piloto;
22.
Digno de menção é também o fato de que, pelo estuário setentrional do Delta
- o Rio Amapá ou Canal do Norte - há diversos municípios estuarinos
adjacentes, da jurisdição estatal do Amapá, dignos de consideração como
includentes nesta proposta, os quais não foram prospectados neste estudo geopolítico
mas poderão sê-lo no decorrer do implemento da Experiência Piloto.
CONCLUSÕES
23.
Este trabalho tenta sensibilizar a Sociedade Civil e os gestores maiores das políticas
públicas, nas pessoas do ínclito presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu
Ministério, tendo como justificação não só as potencialidades da Amazônia
Brasileira, senão também os fatores do marketting internacional que
colocam os nomes "Amazônia", "Amazonas" e "Marajó"
como três das marcas de maior relevância planetária ao lado de Jesus
Cristo, da Coca-Cola, do Pelé, do Papa, do Pantanal Matogrossense,
do Rio de Janeiro e do próprio Presidente Lula personalidade marcante,
ressaltando-se a fama dos títulos "Delta do Amazonas" e
"Arquipélago do Marajó" como fatores de marketting profusamente
conhecidos em nível máximo da mídia internacional.
24.
Nossa proposta de múltiplas micro-reservas da biosfera, tendo o Arquipélago do
Marajó como objeto de Plano Piloto, fundamenta-se numa simples tradição
universal, ou seja, numa experiência de franco sucesso globalizado, desde
antigamente, como patamar para a chamada indústria sem chaminé, no caso
da Amazônia, o ecoturismo, como acontece com o Pantanal Matogrossense, onde o
Poder Público conseguiu junto à UNESCO (órgão jurídico da ONU liberador
deste tipo de status), a sua decretação como "reserva da biosfera
da humanidade", fato que resultou no condicionamento do grande manancial
ecológico do centro-oeste brasileiro, como plataforma natural para implementação
generalizada da indústria ecoturística.
25.
Efetivamente, como já dito, a Experiência Piloto consistirá num
processo intensivo de planejamento estratégico popular-participativo de base, a
envolver todos os setores sociais, urbanos e rurais, da Ilha Nuclear, das Ilhas
Periféricas e das localidades estuarinas adjacentes do Delta, num
processo intensivo em forma de campanha nas ações estratégicas suscitadas
pelo PROBIORAMA, que servirá ao desenvolvimento de outros projetos do
macro-programa em tela.
26.
Vale enfatizar, o Governo Federal, através dos Ministérios e Autarquia (IBAMA)
já mencionados, assumirá a gestão planificadora estratégica da macro-reserva
e das múltiplas micro-reservas biosféricas rateadas da Amazônia Brasileira,
em parceria com os Governos Estaduais e Municipais amazônicos e as OSC/ONG,
numa gigantesca campanha geral de planejamento estratégico a envolver toda
a Sociedade, atingindo todos os recantos da Amazônia Brasileira, executando em
conjunto, com as lideranças comunitárias, das cidades, das vilas, dos campos,
das ribeiras, ilhas, ilhotas onde mulheres, homens, jovens, crianças, pessoas
idosas estejam presentes como baluartes humanos da ocupação social e da
co-gestão ambiental da Amazônia Brasileira.
27.
Os programas nacionais em tela (BIORAMA, PROBIORAMA e REBIOMAR)
é justo que sejam criados e implementados às expensas do Orçamento Geral da
União, visando incentivar ou fomentar as atividades estratégicas dos Ministérios
envolvidos, dos Estados, dos Municípios amazônicos e da Sociedade Civil
organizada regional, na aplicação da macro-política pública aqui proposta.
28.
A pesca no Delta do Amazonas tem sido predominantemente extrativista-predatória,
em que a sobrepesca (prática extrativista excedente, pela produção
abusiva e descontrolada em cada jornada extrativa) e a pesca de
refugo (prática extrativista criminosa em que são sepultadas vivas
(exterminadas) as espécies indesejadas ou os peixes de pequeno porte, estão
comprometendo drasticamente os estoques naturais de algumas espécies, como a piramutaba
(Brachyplatystoma vaillanti), o mapará (Hypophthalmus
marginatus) e o Tamoatá (Callychthys callychthys)
espécies baratas e propícias à alimentação popular, dentre muitas outras. O
camarão e o caranguejo vêm sofrendo as mesmas
conseqüências.
O status de reserva da biosfera do Marajó (REBIOMAR)
contribuirá em muito para a proteção e explotação sustentada dos recursos
pesqueiros do Arquipélago do Marajó e adjacências do Delta como
um todo, e enriquecerá sobremaneira a cadeia trófica das faunas aquáticas
continentais e atlânticas até milhares de quilômoteros de raio, com efeitos
positivos refletidos da prática extrativista sob critérios de sustentabilidade.
Vale enfatizar, a prática pesqueira com critérios econológicos, sob a
chancela institucional da preconizada REBIOMAR pode, tranqüilamente,
beneficiar os estoques pesqueiros de toda a Bacia Fluvial Amazônica, das costas
Orientais do Brasil ao Sul da Linha do Equador, das costas Orientais das
Américas do Sul e Central ao Norte da Linha do Equador, da zona estuarina do
Golfo do México, das costas Meridional e Oriental dos Estados Unidos, dos
meandros costeiros insulares do Caribe, da costa Ocidental da África, das águas
estuarinas meridionais e setentrionais do Mediterrâneo (Norte da África e Sul
da Europa), da costa oeste da Europa Ocidental e dos contornos e meandros
marinhos dos arquipélagos Britânico, Ilhas Canárias e dos Açores.
29.
Como derradeira conclusão deste trabalho, para reflexão das lideranças
marajoaras, de outros rincões amazônicos, e dos ambientalistas brasileiros em
geral, à luz do anúncio expresso no Parágrafo 08 desta proposta,
apraz-nos transcrever ipsis literis a notícia do Jornal "O
FAROL" sobre o ato institucional da UNESCO declarando uma área
somatória da Amazônia Central sob o status jurídico “Sítio
Patrimônio da Humanidade”:
"Unesco
declara Amazônia Central Patrimônio Natural da Humanidade"
"A
Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco)
reconheceu ontem um conjunto de unidades de conservação no Estado do Amazonas
como Sítio Patrimônio da Humanidade. O conjunto inclui o Parque Nacional do Jaú,
de 2,272 milhões de hectares, que já tinha o status de Sítio Patrimônio
desde 2000, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Amanã, de 2,350 milhões
de hectares, a Estação Ecológica de Anavilhanas, de 350 mil hectares, no Rio
Negro e parte da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá,
correspondendo aos 260 mil hectares já implementados.
"O
novo sítio passa a ser conhecido como Complexo de Conservação da Amazônia
Central ou, em inglês, Central Amazon Conservation Complex. "É um
acréscimo importante, neste momento grave para a Amazônia, que reafirma
internacionalmente a preocupação brasileira com a preservação da região e
abre a possibilidade de obtenção de recursos para promover esta preservação",
disse , por telefone, de Paris, o representante brasileiro na reunião da
Unesco, José Pedro de Oliveira Costa.
A
declaração de sítio patrimônio não implica nenhum tipo de transferência de
terras ou responsabilidades e depende da solicitação de cada país às Nações
Unidas, no caso do Brasil, feita pelos Ministérios do Meio Ambiente (MMA) e
Relações Exteriores (MRE). O reconhecimento significa que o sítio é
considerado importante para a Humanidade e, por isso, passa a ter acesso a
linhas de financiamento especiais, que visam garantir sua preservação."
30
A propósito da notícia acima, é oportuno observar que uma das quatro reservas
objetos do status jurídico ora liberado pela Unesco (o
Arquipélago Anavilhanas, do Rio Negro) é territorialmente
descontinuada, vale dizer, localiza-se em sítio isolado da Amazônia
Central, ou seja, é localidade distanciada em cerca de 50Km do PNJ
(Parque Nacional do Jaú) e das demais áreas protegidas (Amanã
e Mamirauá) as quais são conectadas entre si, formando um único sítio
(dados do pesquisador e co-gestor (PNJ)
Marcos Pinheiro [OnG Vitória Amazônica]) Denota-se assim uma realidade em
que está, eventualmente, configurada a perspectiva de aplicabilidade dos
decantados corredores ecológicos que consistem na manutenção de
interstícios “ecológicos” entre as áreas protegidas. Interstícios em
que, segundo os pressupostos implícitos do Projeto
Corredores, a explotação
extrativista silvindustrial terá lugar, conforme a ideologia dos teóricos dos corredores,
como forma de "dar proteção" àa floresta e aos ecossistemas das Reservas
Protegidas, vale dizer, corredores em
que a explotação extrativista do solo e do subsolo estará presente em escala
silvindustrial, privilegiando assim o ideal capitalista espoliador do Projeto dos Corredores Ecológicos consagrados casuisticamente nas Agendas
21 Amazônica e Brasileira, a favorecer o ideal, a cobiça e a avidez das
plutocracias imperiais do Norte Planetário, sobretudo, carentes das matérias
primas silvestres e minerais abundantes em toda a Amazônia. Com efeito, é notório
e óbvio que os corredores ecológicos provocarão
a virtual ruptura do binômio HOMEM-AMBIENTE, posto que destroem ecossistemas na
execução empreendedorista do extrativismo hidro-fito-zoo-geo-ecológico.
Belém-PA,
agosto de 2003
|
VIVALDO de Oliveira REIS FILHO Rua Saturno, 118 -
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