O Chalé de Ferro da UFPA Inaugurado em 11 de Janeiro de 1992 De origem belga, é o mais expressivo representante no Brasil do sistema construtivo Danly e do modelo de bangalô anglo-indiano, é o único com dois pavimentos totalmente em ferro. Não se conhece com precisão as circunstâncias de sua aquisição. Sabe-se com segurança, porém que ele chegou a Belém não antes de 1890 e que já se encontrava montado em 1893, ano em que foi colocado à venda. O chalé serviu de residência à família do Senador Álvaro Adolfo, tendo sido alugado a UFPA entre 1963 e 1972, período em que sediou inicialmente o curso de arquitetura e depois, o serviço de Atividades Musicais. Posteriormente passou a ser propriedade do clube Monte Líbano, que em 1981 o repassou ao arquiteto Euler Arruda, em contrapartida à elaboração de um novo projeto para a sede social do clube. O arquiteto, também professor da UFPA, num gesto de grande desprendimento e de amor à instituição, doou o chalé à UFPA que providenciou sua desmontagem e seu transporte para remontagem no Campus Universitário. A responsabilidade técnica pelos trabalhos de desmontagem, restauração e remontagem foi assumida pela Arquiteta Maria Beatriz Manescy Faria, da Prefeitura do Campus Universitário da UFPA, que coordenou a equipe formada de professores, arquitetos, engenheiros, desenhistas e estudantes de arquitetura da UFPA, durante todo o trabalho. Desde o início do projeto até o seu final foi fundamental a orientação prestada pelo Prof. Geraldo Gomes da Silva, da Universidade Federal de Pernambuco e expert internacionalmente respeitado em Arquitetura do Ferro, o qual, mais do que um consultor, tornou-se um apaixonado pelo projeto.
A desmontagem foi precedida de um levantamento métrico e fotográfico de todo o edifício, providência essencial para viabilizar sua remontagem posterior. Todas as três mil peças que compõem o chalé foram devidamente identificadas através de um código especialmente criado para tal fim. Após isso, foram etiquetadas e separadas em lotes homogêneos e guardadas no laboratório de Hidráulica, do Centro Tecnológico da UFPA. As ações de remontagem iniciaram em ritmo lento, em conseqüência da falta de recursos financeiros específicos para o projeto. Em 1985, com recursos repassados pela extinta Fundação Nacional Pró-Memória, executou-se a base de concreto armado sobre a qual se elevaria o chalé. Mais tarde, já em 1988, com recursos financeiros destinados ao projeto pela Companhia Vale do Rio Doce, foram executados os serviços de limpeza e pintura primária das peças que se encontravam em bom estado, bem como a recuperação das que necessitavam de reparos e a confecção de outras novas para substituir as irrecuperáveis. Finalmente, em 1991, com recursos alocados pelo Ministério da Educação para implantação do Núcleo de Meio Ambiente da UFPA, deu largada a remontagem do edifício. Na
remontagem do Chalé foram rigorosamente preservadas suas características
originais. Assim, toda a sua estrutura portante e de coberta é constituída
de ferro, assim, como o telhado. O assoalho do pavimento superior, os forros,
as portas e as janelas são em madeira. A única
modificação acrescida na atual remontagem foi a
construção de dois compartimentos para sanitários,
que ocupam um pequeno espaço na sala maior do pavimento
térreo. Estes compartimentos
não existiam no projeto original, de vez que edifícios
dessa natureza possuíam edículas separadas
do corpo principal, com essa finalidade. Os atuais sanitários
foram projetados e construídos com material
totalmente diferente dos utilizados originalmente no edifício,
pois se pretende evidenciar a contemporaneidade da intervenção.
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