O Grupo de Trabalho em Imagem

Vive-se, na atualidade, a sociedade do espetáculo multicolorido e multissemiótico da imagem, atrelada à prática reflexiva de fatos, eventos, comportamentos sociais, idéias coletivas, relações de poder.

A modernidade tardia não pode prescindir da imagem na análise do texto, considerando-se este como materialidade expressiva dos mais variados gêneros discursivos – construídos via semioses diferenciadas as quais dialogam de forma contínua, imbricada, complexa –, e aquela (imagem) como composição estética de ordem fixa, fotográfica, plástica, televisiva, cinematográfica, sócio-ideológica. Nos encaminhamentos do Grupo, as noções de texto/enunciado, contexto, dialogismo, ideologia, carnavalização são fundamentadas na concepção de linguagem de Mikhail Bakhtin, assim como a semiótica peirceana embasa a análise da imagem.

É nesse contexto que o Grupo de Trabalho em Imagem surge, com o intuito de suprir a lacuna que existe nos cursos superiores de Letras, em especial, das várias universidades do Norte do Brasil, no trato com o texto. Assim, intenciona-se, como prática sistemática e essencial do Grupo, trabalhar a composição textual – verbal e/ou não-verbal – atribuindo sentido – em leitura –, e construindo sentido – na produção oral, escrita e em outros tipos de registro, de composições textuais dos mais diversos gêneros discursivos, evidenciando aspectos intertextuais, intratextuais, contextuais, interdiscursivos e ideológicos.

É dentro desse contexto que o Projeto Linguagem e Cinema: foco da câmera apoiado no tripé discurso, ideologia e arte surge, sendo o primeiro dentre os projetos criados pelo GTI.

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