Os docentes da Fafil/UFPA desenvolvem vários Projetos de Pesquisa, vinculados a diversas instâncias e/ou órgãos de apoio e fomento à pesquisa, sendo alguns desses projetos desenvolvidos com a participação de alunos de iniciação científica, bolsistas ou não.

Abaixo, a relação dos Projetos de Pesquisa desenvolvidos pelos docentes da Fafil, por ordem alfabética, especificando seus títulos, descrição, período de vigência e discentes de iniciação científica.

 

TITULO DO PROJETO: "O conceito de experiência nas filosofias de D. Hume e I. Kant"


COORDENADO PELO PROF. DR. AGOSTINHO DE FREITAS MEIRELLES

Descrição: Em nossa pesquisa, pretendemos analisar a relação de proximidade e afastamento existente entre a filosofia de Hume e a de Kant. De acordo com este último, o filósofo escocês teria fornecido a pedra de toque para a revolução na maneira de pensar por ele efetuada na Crítica da razão, na medida em que esta razão pode circunscrever o campo de aplicação de seus conceitos e puros. Contudo, se o problema de Hume alavanca o projeto da crítica da razão especulativa, tal problema tem um alcance limitado, uma vez que o Empirismo humeano nega a possibilidade de a causalidade pode ser concebida enquanto conceito objetivo, já que sua realidade se restringe à observação habitual do sujeito, e, desse modo, somente pode residir na mente deste sujeito como uma espécie de conexão entre eventos por si separáveis. Hume, ao conceber a experiência, sem levar em conta o entendimento como fonte de conceitos - sendo a causalidade um deles - e princípios puros, compreendidos enquanto condições transcendentais do conhecimento objetivo, esvazia o entendimento da espontaneidade diante dos dados sensíveis (objetos da intuição) aos quais os mencionados conceitos e princípios devem se referir a priori. O reconhecimento, por parte de Kant, do papel de Hume no abandono de seu passado metafísico, que resultou no seu despertar de sono dogmático (Proleg. A 13), é citado no mais simples comentário que se faça sobre o relacionamento entre esses dois grandes pensadores. Mas, também é sabido que se Kant concorda com Hume no que diz respeito à impossibilidade de conhecermos objetos que não sejam os objetos da experiência, discorda quanto ao que seja a experiência. Apesar de engenhosa, a resposta formulada por Kant na Crítica da razão pura existem muitas controvérsias acerca da solução oferecida por Kant ao Problema de Hume. Questões acerca desta temática tem ocupado significativo espaço no debate filosófico de nossa época. Por tal motivo, consideramos de alta relevância a presente proposta de pesquisa.

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TITULO DO PROJETO: A formação natural da mente primigênia
COORDENADO PELO PROF. DR. ANTONIO SÉRGIO DA COSTA NUNES

 

Descrição: Pretendemos explicitar a estrutura e a formação da mente primigênia no seu estágio primário, ainda na fase dos bestiones que compõem a idade dos deuses no seu nível mais básico, como mente adaptativa e auto-organizativa ao meio ambiente e sua relação taxonômica com a natureza. Elucidar esta estrutura, tarefa esta, a que nos propomos tendo em vista os subsídios teóricos que proporcionariam a problematização de questões eminentemente atuais, como a formação de uma adaptabilidade ecológica na sua relação com o meio que nos permitisse entender e explicar o funcionamento da mente primigênia tal como considerado por Vico; trata-se de investigar a formação da mente primigênia como se o mundo contivesse nessa interatividade um contingenciamento de ensaio e erro que permitisse desenvolver nesta condição certa regularidade emergida desta interação. Nosso objetivo é tão somente a problematização desta questão mediante a correlação entre a formação da mente primigênia ainda no seu estágio animal, puramente instintivo enquanto elemento de adaptabilidade e auto-organização ao meio, através da necessidade e utilidade a que estavam submetidos. Como esta situação poderia nos trazer elucidações e controvérsias quanto a comparação com a estrutura das informações recebidas pelos organismos vivos na sua relação com o ambiente através por ex. da incidência da luz, do calor, do frio, da sombra e de elementos adversos que estão presentes em seu habitat? Que tipo de relação seria possível estabelecer com a mente primigênia em seu estágio mais básico? Haveria uma taxonomia comum entre a mente primigênia e a condição mais básica dos organismos vivos, no que diz respeito a sua adaptabilidade e auto-organização com o meio ambiente? Haveria então um nível de informação natural que pré-dispõe os organismos vivos numa condição mais elementar da criação? Que interesse haveria nesta correlação? Não sei se teremos as respostas para tais indagações, mas certamente teremos diversas questões que emergirão.

 

 

TITULO DO PROJETO: Artista, reformador político e mestre: as Vorlesungen de Nietzsche sobre Platão.

COORDENADO PELO PROF. DR. ERNANI PINHEIRO CHAVES

Descrição: O projeto tem por objetivo estudar as preleções de Nietzsche sobre Platão, proferidas na Universidade da Basiléia, nos semestres de inverno de 1871-1872, inverno de 1873-1874 e verão de 1876. Nosso ponto de partida é não tomar como uma distinção absoluta aquela que se tem feito entre os escritos filosóficos e filológicos de Nietzsche. Nesta perspectiva, as preleções sobre Platão serão lidas em conjunto com outras preleções e outros textos do mesmo período, justamente para mostrar como essas aulas sobre Nietzsche se encontram num momento decisivo do pensamento de Nietzsche: aquele em que se dá não só a formulação de sua metafísica de artista em O Nascimento da Tragédia (1871), como também a passagem para a filosofia do espírito livre , apresentada no primeiro livro de Humano, demasiado humano (1876). Do conjunto das preleções destacaremos três aspectos: primeiro, um aspecto metodológico, ou seja, que diz respeito à leitura de Platão feita no século XIX na Alemanha, a partir da confrontação de Nietzsche com a hermenêutica de Friedrich Schleiermacher; segundo, a confrontação de Nietzsche com Schopenhauer, no que diz respeito à crítica de uma pretensa gênese estética da teoria das idéia; terceiro, uma análise da confrontação de Nietzsche com a teoria platônica da virtude. Ao final, pretende-se apresentar uma tradução dessas aulas, acompanhadas de uma introdução e de notas explicativas..
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TITULO DO PROJETO: Michel Foucault: verdade e produção de subjetividades na interseção entre Filosofia, Antropologia e Psicanálise.

COORDENADO PELO PROF. DR. ERNANI PINHEIRO CHAVES

Descrição: O presente Projeto de Pesquisa se aproveita do caráter interdisciplinar do pensamento de Michel Foucault para investigar uma questão geral - a relação entre verdade e produção de subsjetividades - a partir de três campos do saber, os quais, apesar de suas especificidades, podem também se cruzar: a Filosofia, a Antropologia e a Psicanálise. A Filosofia, na medida em que se trata do campo de formação de Michel Foucault, campo de onde partem e para onde convergem o seu trabalho. A Antropologia e a Psicanálise, por sua vez, como campos de conhecimento que estão presentes na reflexão de Foucault desde seus primeiros escritos. Privilegia-se, no que diz respeito à Filosofia, não apenas a investigação de conceitos e temáticas próprios ao pensamento de Foucault, mas também sua relação com outras filósofos, em especial com Nietzsche e a Escola de Frankfurt. Em relação à Antropologia, por sua vez, privilegia-se o estudo que envolve questões relativas à sexualidade, em sua relação com a produção de subjetividades e dos modos de vida daí decorrentes, além, é claro, da própria relação que Foucault estabeleceu com a Antropologia. No campo da Psicanálise, enfim, além da investigação acerca da relação de Foucault com este campo do saber, procura-se aprofundar questões relativas ao campo da saúde mental. A articulação do pensamento de Foucault com a Antropologia e a Psicanálise, por sua vez, favorece o estudo de questões específicas, ligadas ao contexto amazônico, seja no que diz respeito à relação entre homossexualidades e modos de vida, seja na relação entre cultura e mídia. No caso específico da relação com a Psicanálise, trata-se, prioritariamente, de analisar a implantação e o andamento da Reforma Psiquiátrica no Estado do Pará.

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TITULO DO PROJETO: "As influências sofridas por Popper em sua teoria da ciência"
COORDENADO PELA PROFª DRª ELIZABETH DE ASSIS DIAS

Descrição: O objetivo do presente projeto é analisar as influências que Popper sofreu em sua teoria da ciência, mas especificamente na solução dos dois problemas que ele elegeu como centrais em sua Epistemologia, a saber: o problema da indução, que diz respeito ao procedimento metodológico da ciência e o da demarcação cientifica, cuja problemática está voltada para os limites do conhecimento empírico. Consideramos que esses dois problemas lhe foram legados pela tradição filosófica e que a solução que ele lhes propõe foi influenciada não apenas por filósofos como Bacon, Hume e Kant, mas também por cientistas como Einstein e Claude Bernard. Pretendemos mostrar que muito embora Popper assimile, em sua teoria da ciência, algumas contribuições desses filósofos e cientistas, o seu esforço é de superação de aspectos problemáticos de suas propostas..

 

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TITULO DO PROJETO: "As relações entre Popper e Kuhn
COORDENADO PELA PROFª DRª ELIZABETH DE ASSIS DIAS

 

Descrição: No presente projeto pretendemos estudar as relações entre dois eminentes filósofos da ciência do século passado, Karl Popper e Thomas Kuhn. Esses filósofos tiveram a oportunidade de confrontar seus pontos de vista acerca da ciência e de seu progresso em um Seminário Internacional sobre Filosofia da Ciência, realizado em Londres, em 1965.. O debate foi reproduzido em um livro intitulado A Crítica e o desenvolvimento do conhecimento, organizado por Lakatos e Musgrave. Nosso objetivo não é reconstruir o debate Popper-Kuhn em todas as suas nuances, mas sim delinear pontos em comum entre eles de modo a mostrar a proximidade de suas ideias, como também destacar aspectos problemáticos sobre os quais eles divergem. No nosso entender Kuhn é um popperiano heterodoxo, que tem a intenção de superar seu mestre, ao pretender ter uma compreensão mais precisa da atividade científica e de seu progresso, levando em consideração, em sua análise do desenvolvimento científico, não apenas os aspectos lógico-metodológicos, mas também, os aspectos históricos e os psicossociais.


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TITULO DO PROJETO: De Marx a Kant : as contradições do discurso moderno de cidadania

COORDENADO PELO PROF. DR. JORGE ALBERTO RAMOS SARMENTO

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TITULO DO PROJETO: Vestígios da mélica arcaica na erótica platônica
COORDENADO PELA PROFª. Drª. JOVELINA RAMOS DE SOUZA

Descrição: O Projeto de Pesquisa Vestígios da mélica arcaica na erótica platônica pretende investigar as origens do discurso erótico de Platão observando a recepção da mélica arcaica grega na performance dos personagens do diálogo Banquete. Na contextualização do Banquete com o Fedro, Filebo e livro IX da República, o filósofo grego parece retomar na escrita marcadamente erótica desses diálogos, elementos encontrados nos fragmentos e epigramas erótico-amorosos dos poetas mélicos, sobretudo os de Safo, como a abordagem acerca do amor (éros), do desejo (epithymía) e do prazer (hedoné). Na recepção e incorporação desses temas na encenação de seus diálogos, Platão ressignifica-os passando a mediá-los a partir da noção de moderação (sophros ne) e reflexão (phrónesis). Na articulação entre esses diálogos, o eixo estruturador a ligá-los é a noção de alma tripartite do livro IX da República, diálogo no qual o filósofo delimita as três dimensões da alma, e por analogia, as três dimensões dos desejos e dos prazeres. No Banquete, essa relação se mostra em meio à sucessão de elogios a éros culminando na noção do éros dialético cuja imagem se associa a do filósofo como o elemento mediador a unir ordens distintas de amor e desejo. No Fedro, a associação do amor (éros) a um desejo (epithymía) retoma a estrutura da República, no mito da parelha alada, no qual o cocheiro representa a dimensão intelectiva (logistikón), o cavalo branco a impulsiva (thymetikón) e o cavalo negro a ardorosa (epithymetikón). No Filebo, no debate acerca dos três tipos de vida, e na concepção dos prazeres mistos, no qual a reflexão (phrónesis) passa a ser o elemento norteador da dimensão reflexiva da alma.


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TITULO DO PROJETO: Recepção dos gêneros dramáticos gregos na Filosofia Moderna
COORDENADO PELA PROFª. Drª. JOVELINA RAMOS DE SOUZA

 

Descrição: No presente projeto pretendo analisar a recepção dos gêneros dramáticos gregos, sobretudo da tragédia grega na filosofia, situando minha investigação em períodos distintos da história da filosofia, a modernidade e a antiguidade, observando o resgate do drama trágico encenado na Grécia do séc. V a.C, em Schiller e Platão, autores nos quais o estatuto do trágico se desloca de uma análise estritamente poética para se situar na esfera de valores de natureza estético-moral, no primeiro, enquanto no segundo predomina o princípio ético-político. No contexto do debate platônico e schilleriano acerca da tragédia grega, o elemento mediador a ser encontrado no tratamento dado pelos dois autores a esse gênero poético, já não é mais sustentada nas noções de desmedida (h bris), erro (hamartía) e acaso (t khe), considerados aspectos determinantes seja para marcar a ação dos heróis na representação teatral seja para suscitar o êxtase coletivo capaz de levar a purificação (kátharsis) das paixões da alma dos espectadores. Sob a perspectiva dos dois autores, a estrutura psicológica do herói trágico, se move entre ordens distintas e conciliáveis entre si, pois marcada pelo confronto próprio da sociedade grega da época, entre as leis naturais e as novas leis da cidade, as quais Platão introduz as noções de bem, beleza e verdade, enquanto Schiller, as de vontade, liberdade, belo artístico e sublime. Na teorização da tragédia grega entre Platão e Schiller, pretendo resgatar a teoria dos gêneros dramáticos, sob a perspectiva poético-filosófica de Aristóteles,Hölderlin, Diderot e Nietzsche, no sentido de mostrar a atualidade do tema e a diversidade de tratamentos dada a ele ao longo da história da filosofia. Notando-se que o elemento norteador a ligar a discussão acerca do drama trágico, no âmbito da obras de tais autores, é a tentativa de legitimar uma "ética" que determine os modos de representação do ator.


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TITULO DO PROJETO: O Conceito de Mente e Faculdade em Kant

COORDENADO PELO PROF. DR. LUÍS EDUARDO RAMOS DE SOUZA
Descrição: Este projeto de pesquisa tem por objetivo investigar o conceito de mente e faculdade em Kant no âmbito da filosofia crítica, enfocando especialmente a Crítica da razão pura e a Antropologia, no interior das quais se buscará mostrar as relações e alterações no tratamento desses dois conceitos. A pesquisa tem como hipótese não serem a mente e a faculdade conceitos desvinculados, mas sim articulados entre si na forma da mente enquanto o sistema de todas as faculdades humanas, conforme passagem sugestiva encontrada na introdução da Crítica do Juízo. Destaca-se que este projeto está ligado à linha de pesquisa Kant e a filosofia da mente , pertencente ao Grupo de Pesquisa Kant e o Kantismo, registrado no CNPq.

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TITULO DO PROJETO: Heidegger, a Viravolta e o Problema moderno da Representação

COORDENADO PELO PROF. DR. NELSON DE SOUZA JUNIOR


Descrição: Sem dúvida, a partir do considerável avanço, nos úlitimos dez anos, da publicação das obras completas (Gesamtausgabe) de Heidegger, reconhece-se, hoje, sem maiores dificuldades, que, entre os anos de 1933 e 36, ocorrem tentativas centrais para o adentramento, efetivo, no que é chamado, desde o final de 31, de Pensar do SER, que possui como vetor decisivo a famosa, porém dificilmente caracterizável, expressão "Verdade do Ser". Partindo do curso de 33, A questão fundamental da filosofia, publicado apenas em 2001, no volume 36/37, Ser e Verdade, o que se pretende, atravessando momentos e lugares relevantes, até o ano de 36, isto é, até o curso "O que é uma coisa?", é o esclarecimento de que o modo como Heidegger compreende a representação, a representatividade, enquanto determinação fundamental do projeto moderno, de Descartes até Nietzsche, cooresponde, digamos, a um contra-organizador bastante peculiar, frente a necessidade de questionar, fenomenoligicamente, o par encobrimento/não-encobrimento, sempre a partir do retraimento do Ser, outra expressão crucial. Assim, o objetivo mais concreto do projeto é, sim, proporcionar, a conexão desses dois movimentos, o que, para muitos intérpretes, constituem níveis de problematização independentes ou, então, com vínculos apenas laterias. Como conjectura mais abrangente, o projeto assume a convicção de que, sem essses cuidados analíticos, grande parte do produzido na segunda metade de década de 30 permanece obscuro e, portanto, pouco fecundo.


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TITULO DO PROJETO: Destrato social: a base estético-afetiva da vida moral em Rousseau

COORDENADO PELO PROF. DR. PEDRO PAULO DA COSTA COROA

Descrição: O projeto explora as ambiguidades do projeto "jurídico-moral" exposto em "Do contrato social", a partir das considerações feitas pelo autor em seu "Emílio", ressaltando a dificuldade em se obter êxito na proposição dos princípio universais do direito político. Como o vínculo moral que subjaz a proposta de Rousseau não pode assumir uma forma positiva e meramente legal, pretendemos mostrar, respeitando o espírito que, em geral, orienta seu pensamento, como se tem que ser possível reunir, em "Do contrato social", aspecto racionais e afetivos, ao mesmo tempo.
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TITULO DO PROJETO: crítica e possibilidades da noção de sujeito na última filosofia de Foucault

COORDENADO PELO PROF. DR. ROBERTO DE ALMEIDA PEREIRA DE BARROS
Descrição: A pesquisa visa analisar a crítica de Foucault à noção tradicional de sujeito da filosofia de tradição cartesiana, a partir da relação entre as suas determinações e o exercício do poder instituido. Todavia, visa também mostrar como Foucault pensa na possibilidade de, a partir do afastamento das relacões acima mencionadas, se conceber uma outra forma de individualidade..

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TITULO DO PROJETO: Filosofia, linguagem e notação na Filosofia de Ludwig Wittgenstein

COORDENADO PELO PROF. DR. ROBERTO DE ALMEIDA PEREIRA DE BARROS


Descrição: Os posicionamentos e direcionamentos da filosofia de Ludwig Wittgenstein constituem em aspectos constitutivos de um dos mais importantes momentos da reflexão filosófica contemporânea. Sua filosofia representa uma variante do positivismo lógico de Russell, Frege e do círculo de Viena (Hacker, 1996, p. 86) e direciona-se a uma reflexão sobre os problemas linguísticos da atividade filosófica. Suas proposições e pressupostos influenciam vários domínios da filosofia contemporânea, da filosofia analítica ao pragmatismo, constituindo-se com isso em uma das mais importantes vias de reflexão na contemporaneidade. Seu pensamento indica limites e dificuldades a serem considerados pela atividade filosófica sob o ponto de vista de sua pertinência e justificação teórica, ao mesmo tempo que lhe indica novas possibilidades, a partir do reconhecimento destes limites. Sua reflexão sobre a linguagem extrapola o domínio do formalismo lógico e amplia-se em uma discussão estética e ética, ao diferenciar a filosofia terapêutica da filosofia doutrinal (Schroeder, 2009, p. 27), que redunda na concepção da filosofia como atividade interpretativa em um contexto de jogos de significações e linguagens, possibilitados pela clara representação do uso linguístico em sua multiplicidade. Desse modo, se dissolvem os problemas filosóficos, desmascarados como problemas aparentes, destruindo os edifícios flutuantes que caracterizam a metafísica (IF, 118), criando possibilidades para a reflexão filosófica.