O Tribunal do Santo Ofício português criado em 1536 e perdurou até 1821

Nesses quase três séculos de atividades, suas ações resultaram em mais de dez mil processos, que abarcaram diferentes regiões do Império lusitano, incluindo a Amazônia. Coube ao Tribunal de Lisboa a tarefa de vigiar os “desvios da fé” e os “costumes” na América portuguesa, o que significou efetivamente a instalação local de mecanismos inquisitoriais de controle, seja por meio das visitações que ocorreram na América portuguesa, seja por meio da nomeação de Comissários ou da Habilitação de Familiares do Santo Ofício.

Forjada a base para efetivar ações do Santo Tribunal, seus desdobramentos resultaram na formação de um significativo rol de denúncias e de processos que envolviam moradores do Brasil. A associação entre a criação e a manutenção do aparelho de vigilância e a denúncia de réus criou um extenso acervo documental organizado sob os ditames burocráticos do Tribunal de Lisboa. Originalmente essa documentação encontra-se arquivada e disponibilizada para consulta na Direcção Geral de Arquivos (Lisboa, Portugal). O Centro de Memória da Amazônia busca criar links de processos inqusitorias relacionados ao Gão Pará e Maranhão que estão disponíveis no site do DGARQ/TT.