Acervo
Bem, pode parecer surrealista A imagem da Amazônia revirando um Álbum de Família, mas essa é justamente a imagem que – com licença poética – iremos utilizar para representar o acervo documental do Centro de Memória. E a utilizamos por ser o álbum de família um meio pelo qual podemos nos perceber ao longo do tempo, atualizando sentimentos e reinventando sentidos. O álbum de família é uma ponte entre o presente e o passado, em gestos silenciosos de um presente que reinventa o passado. O acervo do Centro de Memória é justamente um instrumento que possibilita essa tensa e necessária relação entre o hoje e o ontem da Amazônia. Já não aceitamos a inocente pretensão do “álbum” conter o passado em estado “bruto” mas o reconhecemos como possibilidade para a criação de vários passados. Passados que não dizem respeito apenas a Amazônia, pois sempre ao lado de uma região outras tantas insistem em aparecer. Mas, se o acervo do Centro de Memória é um “álbum de família” para Amazônia como esse acervo pode ser caracterizado? Em geral, essa documentação destaca-se pela variedade temporal e temática.