CAPÍTULO III – BIOFÍSICA DO APARELHO AUDITIVO



Sumário

1 INTRODUÇÃO

2 FUNDAMENTOS FÍSICOS

3 A BIOFÍSICA DO APARELHO AUDITIVO

4 SENTIDO DE POSIÇÃO E DE MOVIMENTO

5 TIPOS DE SURDEZ

BIBLIOGRAFIA



1 INTRODUÇÃO


Ao contrário do que muitos acreditam o ouvido humano não é só responsável pela audição, mas também pelo controle de equilíbrio e pela percepção de movimento. O sistema auditivo consegue trabalhar numa ampla faixa de freqüência e intensidade. Por exemplo, a maior freqüência ouvida é 1000 vezes maior que a menor freqüência audível. Já no caso da gama de intensidade, esta faixa ainda é maior. Só para se ter uma idéia a intensidade do som que causa sensação de desconforto é um milhão de milhão de vezes maior que o som menos intenso detectável pelo ouvido. O capítulo presente trata do mecanismo de captação, amplificação e transdução do som. Abordando inicialmente os fundamentos físicos para em seguida tratar um pouco da fisiologia e anatomia do ouvido e da maneira como este som é convertido em impulsos elétricos. Também trata dos mecanismos de percepção do equilíbrio e movimento. Uma parte final ficou para tratar dos tipos de surdez e da maneira como diferenciá-los.


2 FUNDAMENTOS FÍSICOS



ACÚSTICA



O som é uma sensação percebida pelo cérebro devido à chegada de uma onda sonora no ouvido. A parte da Física que estuda o som é a acústica. As ondas sonoras são longitudinais, isto é, sua direção de propagação é paralela a de vibrações das partículas do meio em que se propaga. A velocidade de uma onda sonora depende das propriedades elásticas e inerciais do meio. No mecanismo da audição as partes que compõem os ouvidos médio e interno vibram na direção em que a onda se propaga desde os tímpanos até os cílios do ouvido interno. As propriedades elásticas e inerciais de cada uma dessas partes desempenham papel importante na propagação de energia sonora.


Corpo elástico e corpo plástico



Dizemos que um corpo é elástico quando ao cessar o efeito de uma deformação ele recupera a forma original, caso isto não aconteça ele será um corpo plástico. Para a propriedade que o corpo possui de devolver a energia armazenada na deformação chama-se de resiliência. Desde que não se exceda um certo limite de elasticidade todo corpo elástico é resilente. Todo corpo plástico pode ser elástico. Alguns são mais plásticos que elásticos, outros mais elásticos que plásticos. Os que são elásticos conduzem melhor o som. Para termos uma melhor propagação do som devemos escolher os corpos mais elásticos e para isso devemos diferenciar elasticidade de extensibilidade. Podemos compreender esta diferença com o comportamento mecânico da borracha, do aço e da goma-de-mascar. Assim, a borracha é elástica e extensível; o aço é elástico, mas pouco extensível; a goma-de-mascar é plástica e extensível.
A velocidade do som em qualquer meio é dada por:.

Para os fluidos podemos escrever como:

.(3.1)

onde B é o módulo de elasticidade volumar do meio; é a densidade do meio.


Ressonância



Todo sistema elástico possui uma freqüência natural de vibração. Quando uma fonte sonora vibra com freqüência igual à freqüência natural de certo sistema este passa a vibrar com grande intensidade e é dito estar em ressonância com a fonte. Todo corpo reage a uma vibração em virtude de sua inércia. Além disso, surgem também, os seguintes componentes resistivos: O atrito entre o móvel e o meio vibrante; A elasticidade do meio vibrante.


Impedância e freqüência de ressonância



Em virtude da freqüência de vibração surgem resistências ativas ou reatâncias no sistema vibrante, cujos valores dependem da freqüência e de suas propriedades inerciais e elásticas. A resistência que a massa oferece a vibração é chamada de reatância de massa (Xm), sendo expressa por:


.(3.2)

onde m é a massa e f é a freqüência de vibração da fonte. A resistência proporcionada pela elasticidade é chamada de reatância, cuja característica é amortecer os esforços de impulsão. Podemos escrevê-la por:


.(3.3)
e E é o módulo de elasticidade e f é a freqüência de vibração da fonte. A soma de todos os
componentes resistivos é chamada de impedância (Z). É expressa por ,

cujo módulo é

.(3.4)

Por esta equação conclui-se que a impedância será mínima quando. Assim,


,(3.5)

que é a freqüência natural ou de ressonância do sistema. Em Acústica, a impedância acústica (Za) é definida como sendo o produto da densidade do meio pela velocidade de propagação do som

neste meio. Assim,


.(3.6)

A Fig.3.1 mostra a intensidade de vibração do ar em tubos em função da freqüência. Em sistemas com perfil geométrico simples (cilíndricos, por exemplo) a freqüência de ressonância é bem definida (curva A). No caso de sistemas com geometria mais complexa (cones, por exemplo) a ressonância não ocorre numa freqüência bem definida, mas numa ampla faixa de freqüências (curva B). Para a vibração de corpos sólidos quanto menos extensível ele for mais bem definido será o pico de ressonância. A extensibilidade tende a amortecer o pico de máxima vibração (curva B).




Tubos acústicos



Os tubos acústicos podem ser abertos (com as extremidades abertas) e fechados (com uma das extremidades fechada). Nesses tubos é permitido que o ar vibre, em ressonância, apenas em certas freqüências. Abaixo estão esses tubos com algumas características. Em se tratando de tubos abertos as freqüências permitidas de vibração são:


. (3.7)

Onde n são os harmônicos; v é a velocidade do som no ar L é o comprimento do tubo. A freqüência fundamental é a menor freqüência de ressonância de um corpo. Assim, a freqüência fundamental de um tubo aberto é:




Para os tubos fechados nem todas as freqüências são permitidas, as que ressoam são determinadas por:


.(3.8)

onde 2n-1 (n=1, 2, 3, ...) são os harmônicos; v é a velocidade do som no ar L é o comprimento do tubo. A freqüência fundamental num tubo fechado e determinado por:
Note que num tubo fechado as outras frequências de vibração são múltiplos ímpares
da freqüência fundamental. O canal auditivo (meato auditivo) é um tipo de tubo fechado. Numa de suas extremidades, a ocluída, está o tímpano (um tipo de membrana) e na outra está a parte visível que faz conexão com o pavilhão auricular (orelha).


Qualidades fisiológicas do som



Altura- É a qualidade que permite distinguir sons graves (baixas freqüências) dos sons agudos (altas freqüências). O ouvido humano pode perceber freqüências que variam de 20 Hz a 20.000 Hz. Freqüências abaixo de 20 Hz são chamadas de infra-sons e freqüências acima de 20.000 Hz são chamadas de ultra-sons.


Intensidade- É a qualidade que permite distinguir sons fortes dos sons fracos. A sensibilidade do ouvido humano é maior na faixa de freqüências de 2.000 Hz a 4.000 Hz.



O ouvido humano é um aparelho capaz de trabalhar numa extensa faixa de intensidade que vai do som audível mais fraco (I0) de 10-12 W/m2 até o mais forte tolerável cujo valor é de 1 W/m2. Em virtude dessa grande faixa é mais comum se trabalhar com nível sonoro b, que utiliza uma escala logarítmica. Podemos expressá-la por


, (3.9)

onde I0=10-12W/m2.


Pelo audiograma da Fig. 3.2 a intensidade é mais ou menos constante para um nível sonoro de 120dB.


Tabela 3.1- Intensidade e nível sonoro de vários sons. (Okuno et al., 1982).
Som
Intensidade (W/m2)
Nível sonoro (dB)
Limiar auditivo10-120
Respiração normal10-1110
Ambiente de biblioteca10-1020
Murmúrio (a 5 m)10-930
Som ambiental médio10-840
Conversação normal10-660
Tráfego pesado10-570
Trem em movimento10-390
Britadeira10-2100
Limiar de desconforto100120
Decolagem de um jato102140
Lesão do tímpano104160

Timbre- É a qualidade que permite distinguir sons de mesma altura e intensidade, mas que são produzidas por fontes sonoras distintas. O timbre do som depende do conjunto de sons secundários (harmônicos) que acompanha o som principal. Teorema de Fourier- Por este teorema demonstra-se que qualquer tipo de onda é formado pela superposição de um grande número de ondas senoidais (componentes de Fourier) com amplitudes e freqüências determinadas. Podemos separar as componentes de Fourier num espectro de Fourier, que relaciona a amplitude com a freqüência.


A Fig.3.3 mostra a mesma nota tocada por instrumentos diferentes. Para os dois instrumentos temos amplitude em função do período e logo abaixo o seu espectro de Fourier. Com isto se explica como diferenciamos o som de uma mesma vogal, pronunciada por pessoas diferentes. O som de uma certa vogal tem uma freqüência particular (freqüência principal), mas dependendo de cada pessoa esta freqüência será acompanhada de outras freqüências (harmônicos). Estes harmônicos são freqüências de menor amplitude que modificam a freqüência principal. Mesmo pequenas diferenças nos harmônicos dão um timbre característico para a voz de cada pessoa. O ouvido humano (um receptor) e o cérebro (um decodificador) fazem uma análise de Fourier, ou seja, separam as freqüências do som na tarefa de identificar o que foi emitido (informação contida na freqüência principal) e quem emitiu (informação contida nos harmônicos).


3 A BIOFÍSICA DO APARELHO AUDITIVO



As funções do aparelho auditivo estão relacionadas a conversão de uma onda sonora em impulsos elétricos, além de perceber a posição e o movimento de uma pessoa. O aparelho auditivo é dividido em três partes: o ouvido externo, o ouvido médio e o ouvido interno. Nas Fig.3.4 e Fig.3.5 podemos apreciar as partes do aparelho auditivo. Onde o ouvido externo é constituído em: pavilhão auricular (orelha) e canal auditivo; o ouvido médio é constituído por três ossinhos (martelo, bigorna e estribo) e o ouvido interno é constituído pela cóclea.



O OUVIDO EXTERNO



O ouvido externo é constituído pelo pavilhão auricular (orelha) cuja função é auxiliar a convergência das ondas sonoras para o meato auditivo (canal auditivo). O meato auditivo comporta-se como um tubo fechado, onde na extremidade ocluída está o tímpano, uma membrana que tem a função de transmitir as vibrações mecânicas para o ouvido médio.



Existe um gradiente de pressão entre a extremidade aberta do meato e a membrana timpânica. Esta diferença ocorre em virtude da onda sonora não poder promover compressões e rarefações do ar na membrana timpânica, exercendo, assim, uma pressão maior nesta região. O meato auditivo tem um comprimento que varia de 2 a 3 cm. A Eq. 3.8, pode ser utilizada para se calcular a faixa de freqüência de ressonância para este tubo. Assim, considerando um comprimento do tubo de 0,03 m, adontando uma velocidade para o som de 340 m/s, tem-se:


.

Para um comprimento de 0,02m, tem-se:



Assim, a freqüência fundamental de ressonância para do meato auditivo varia de 2.833,33 Hz a 4.250 Hz. Com este resultado podemos supor que neste intervalo de freqüências devemos encontrar um mínimo de impedância. A comprovação não experimental deste fato é feita registrando-se o gradiente de pressão máxima nas extremidades do meato em função da freqüência. Pela Fig. 3.6 os valores de mínimos estão em torno de 3,4 kHz. A curva aparece achatada em virtude do amortecimento causado pela extensibilidade da membrana timpânica.



A membrana timpânica



Um dos maiores problemas do aparelho auditivo é transmitir as ondas sonoras do ar para o líquido – a endolinfa – no interior do ouvido interno. Tal transmissão proporciona a conversão de energia mecânica do ouvido externo em energia elétrica para o ouvido interno. Devido a grande diferença de impedância acústica entre o ar e a água que faz parte da endolinfa, 99,9% da energia sonora que incide na interface ar-água é refletida e somente 0,15% é refratada. Mais a frente este problema é contornado graças a membrana timpânica e ao ouvido médio. Parte da energia sonora que entra no meato auditivo é perdida devido ao atrito com as paredes deste canal, o restante é transmitido a membrana timpânica cujo comportamento é complexo ao vibrar, pois esta não é nem homogênea (mesmas composição em todos os pontos), nem isotrópica (mesmas propriedades físicas em todos os pontos). Por exemplo, algumas regiões são mais densas que outras, algumas regiões são mais tensas e outras são mais flácidas, além de ter regiões com maior ou menor grau de liberdade. Essas características fazem com que seja alargada a faixa de freqüências de ressonância desta membrana. Para freqüências baixas a membrana timpânica vibra como um corpo rígido. Para freqüências acima de 2.400 kHz ela vibra segmentarmente, reduzindo sua área vibrátil para 60 a 75% da área total de 64 mm2. Quanto menor esta área, menor será a transferência de energia sonora para o ouvido médio. O deslocamento do ar no meato auditivo (ou qualquer outro tubo) é dada por


.(3.10)

Onde DPm é a máxima variação de pressão; r é a densidade do ar; v é a velocidade do som e v é a freqüência do som. A máxima pressão que o ouvido pode tolerar para sons intensos é de 28 Pa, assim para uma freqüência de 1.000 Hz a amplitude dos deslocamentos do ar será de:



Para o som mais tênue detectável, a máxima variação de pressão é de 2,8 x 10-5 Pa e conseqüentemente o deslocamento do ar é de



Esses deslocamentos do ar são transmitidos à membrana timpânica. Pelos valores calculados a menor vibração detectável pelo ouvido é dez vezes menor que raio atômico do átomo de hidrogênio, o que mostra a grande sensibilidade do aparelho auditivo. Este exemplo foi retirado de halliday et al., 1997.


O OUVIDO MÉDIO



Uma das funções do ouvido médio é fazer que as pressões no lado externo e interno do tímpano sejam iguais, o que é proporcionado por um pequeno tubo que se abre na faringe: a Trompa de Eustáquio. A outra função é produzir um ganho mecânico, isto é, as vibrações captadas pelo ouvido externo devem ser amplificadas pelo ouvido médio a fim de ser melhor percebidas pelo ouvido interno.



A Figura 3.7, mostra o conjunto de alavancas formado por ossículos: o martelo que transmite as vibrações para frente e para trás da membrana timpânica; a bigorna que recebe tais vibrações para o ossículo seguinte; e o estribo que comunica essas vibrações ao ouvido interno através da janela oval. Esse conjunto de alavancas faz com que a força aplicada pelo estribo sobre a janela oval seja 1,3 vezes maior que aquela aplicada pelo tímpano sobre o martelo.


Casamento de impedâncias



Como já foi dito um dos maiores problemas para o ouvido é fazer com que haja uma conversão eficiente da energia sonora em elétrica, pois a diferença de impedância entre o ar do ouvido externo e o líquido do ouvido interno dificulta esta transdução. A grande impedância de um líquido depende de sua densidade e propriedades viscoelásticas. A maneira como o ouvido resolve este problema de casamento de impedâncias entre o ouvido externo e interno é graças a amplificação mecânica (G=1,3) do sistema de alavancas do ouvido médio e as diferenças entre as áreas da membrana timpânica (Sm) e da janela oval (So=3,2 mm2). A área vibrátil da membrana timpânica é de 13 a 16 vezes maior que a da janela oval. O ganho total (GT) de pressão sobre a janela oval é igual ao ganho mecânico devido as alavancas do ouvido médio multiplicado pela razão das áreas timpânica e da janela oval. Assim,


.(3.11)

Com Sm=13.S0 ou Sm=16.S0, temos


.

Este ganho que está em torno de 17 a 21, nos informa que a pressão recebida pela janela oval é uma pressão 17 a 21 vezes maior que aquela do som sobre o tímpano. Este ganho é extremamente importante para que o som passe do meio aéreo para o líquido. A freqüência de ressonância do ouvido está em torno de 1.000 Hz. No caso do ouvido humano nesta freqüência a impedância é mínima, sendo aproximadamente igual ao valor da resistência devida ao atrito. Para freqüências baixas a impedância também é devida a reatância elástica, que é inversamente proporcional a freqüência. Para altas freqüências a impedância também é devida a reatância de massa, que é proporcional a freqüência.

O OUVIDO INTERNO



O ouvido interno é formado pelo labirinto, uma estrutura tubular e preenchida pela endolinfa, podendo ser dividida em três partes:


Vestíbulo


Nesta região fica a janela oval que recebe vibrações mecânicas do estribo. Essas vibrações são transmitidas a endolinfa.


Cóclea

A cóclea – caracol chamado assim devido a sua forma – é um tubo em espiral dividido por finas lâminas ósseas em três canais: rampa vestibular, rampa média e rampa timpânica. Ver Figura 3.8. As rampas vestibular e timpânica contém a perilinfa, um líquido com baixa concentração de potássio e alta de sódio. A rampa média contém a endolinfa, um líquido com alta concentração de potássio e baixa de sódio. A separação das rampas média e timpânica é feita pela membrana basilar. Na superfície desta membrana está o órgão de Corti, que contém as células ciliadas. As vibrações dos líquidos dentro da cóclea produz vibrações nas células ciliadas que convertem o som em sinais elétricos.



Canais semicirculares

São três tubos que formam alças semicirculares e perpendiculares entre si, esses canais estão envolvidos com o sentido cinestésico – sentido dos movimentos.




4 SENTIDO DE POSIÇÃO E DE MOVIMENTO



Este sentido é sensível somente num campo gravitacional, isto é, no estado de imponderabilidade (ausência da ação da gravidade) não podemos saber se estamos em pé ou de cabeça para baixo, fato comprovado pelos astronautas. Dentro da câmara vestibular há receptores sensíveis sobre os quais encontram-se minúsculos cristais de cálcio. Estes receptores têm a forma de fio e estão sempre cobertos por endolinfa. Ver Figura 3.9. Dependendo da posição da pessoa a gravidade levará os cristais de cálcio a se acumularem em certas regiões da câmara vestibular sensibilizando, assim, alguns sensores. Se estes sensores estiverem na parte de “baixo” ou de “cima”, informarão que a pessoa está na posição normal ou de cabeça para baixo, respectivamente. O ouvido interno é um acelerômetro, isto é, nos informa sobre as variações de velocidades – acelerações – mas não sobre o seu módulo. Na extremidade de cada alça, próximo ao vestíbulo, encontra-se receptores sensíveis ao movimento da endolinfa. Assim, quando movemos a cabeça o líquido também se movimenta, estimulando os sensores.



5 TIPOS DE SURDEZ



Os tipos de surdez são classificados em três tipos:


SURDEZ DE CONDUÇÃO

Esta patologia ocorre quando há impedimento para a livre transmissão dos sons através dos ouvidos externo e médio. Pode-se diagnosticá-la testando-se a sensibilidade do paciente ao som que segue o trajeto normal e sons conduzidos por via óssea. Com um diapasão vibrante em contato com o crânio, o som é conduzido diretamente a cóclea por condução óssea, de modo que para este som ser percebido significa que a cóclea, o nervo auditivo e os centros superiores estão íntegros. O que proporciona esta patologia, principalmente, é o acúmulo de cera do meato auditivo externo, fixação dos ossículos à parede do ouvido médio em virtude de processos inflamatórios, espessamento do tímpano e fixação do estribo por crescimento ósseo exagerado.


SURDEZ SENSORINEURAL

Este tipo de patologia ocorre quando o indivíduo é exposto a sons de elevada intensidade durante muito tempo. Nessa situação a perda da audição é maior para altas freqüências. Um sintoma comum neste caso, chamado de tinnitus, dá ao indivíduo a sensação semelhante ao som de uma campainha, decorrente do disparo espontâneo e contínuo das células ciliadas.


SURDEZ CENTRAL

Este tipo de patologia ocorre quando há lesão das vias nervosas centrais ou do córtex cerebral encarregado da audição.



BIBLIOGRAFIA




Carvalho, A. P. de, Costa, A. da F. Circulação e Respiração: Fundamentos de Biofísica e Fisiologia. Rio de Janeiro: FENAME, 1976. Série Cadernos Didáticos.

Frumento, A. S. Biofísica. 3a .ed. Madri: Mosby; Doyna libros, 1995.

Ganong, W. F. Fisiologia Médica. São Paulo: Atheneu, 1989.

Garcia, E. A. C. Biofísica. São Paulo: Sarvier, 1998.

Guyton, A. C. Tratado de Fisiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.

Halliday, D., Resnick, R. Fundamentos de Física. Rio de Janeiro: LTC, 1991. v.2.

Lembo, A., Moísés, H., Santos, T. Ciência: O corpo humano. São Paulo: Moderna, 1992.

Munson,. B., Young, D. F, Oklichi, T. H. Fundamentos de mecânica dos Fluidos. São Paulo: Edgard Blücher, 1997. v.1.

Okuno, E., Caldas, I. L., Chow, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. São Paulo: Harbra, 1982.

GALILEU. Qual é o nome do aparelho que mede a pressão arterial? Como ele funciona? O que significam sístole e diástole? Rio de janeiro, n. 94, p.18, mai. 1999.

Sheinberg, G. Eu não nasci de óculos, eu não era assim. Galileu, São Paulo, n.110, p. 24-27, set., 2000.

Sundsten, J. W. Digital anatomist: interactive brain atlas. 1 foto: color. On line. Disponível na Internet: www9.biostr.washington.Edu