As primeiras pesquisas sobre eletricidade atmosférica |
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o início do século XVIII, quando o estudo da Eletricidade se intensificou,
muitos cientistas, movidos pela curiosidade e pelo desejo de explicar os
fatos mediante uma experiência, se dispuseram a investigar os fenômenos
elétricos. Aparentemente, em 1708, o cientista William Wall foi o
primeiro a observar que a faísca que saía de um pedaço de
âmbar eletrizado assemelhava-se à descarga de um relâmpago.
Após isso, outras importantes descobertas sobre eletrização dos corpos
sugeriram que relâmpagos deveriam ser manifestações elétricas
na atmosfera. O americano
Benjamin Franklin (1706-1790) projetou uma experiência para
provar essa suspeita. Em junho de 1752, ele realizou o famoso
experimento da pipa. Franklin planejou fixar uma vareta metálica
no alto de uma torre de Igreja em construção, mas como a obra demorava,
resolveu esquecer esse jeito empinando uma pipa com um objeto metálico
preso no extremo da linha (alguns dizem que esse objeto era uma chave),
nas proximidades de nuvens de tempestade. A outra ponta da linha ligava-se
a uma
garrafa de Leyden, dispositivo que armazenava eletricidade.
Ele queria provar ser possível descarregar a eletricidade das nuvens
através de um condutor pontudo, lenta e imperceptivelmente. Ele conseguiu
realizar o experimento, provando assim que nuvens carregadas produzem os
relâmpagos. Naquela época, muitos pesquisadores utilizavam tal método
para armazenar eletricidade necessária às suas pesquisas, mas eram
verdadeiros "chama-raios". Não eram ligados à Terra mas a garrafas de
Leyden e isso causou muitos acidentes, alguns fatais. Esses dispositivos
deram origem aos pára-raios que se tornaram peça fundamental na proteção
contra os relâmpagos, sendo foi aperfeiçoados anos mais tarde. Hoje se sabe
que os relâmpagos estão relacionados à eletricidade na atmosfera.
Eles iniciam com os raios, que nada mais são do que
cargas elétricas em movimento ordenado, ou seja, uma
corrente elétrica na atmosfera produzindo dois efeitos: a
iluminação de uma região específica do espaço onde elas se movimentam,
que é o relâmpago propriamente dito e o brusco aquecimento do ar
nessa região, causando uma onda sonora denominada trovão.
É muito comum aplicar-se os termos raios e relâmpagos como sendo
sinônimos, apesar de eles serem diferentes e o segundo ser conseqüência
do primeiro.
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