Do mito à realidade |
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esde os tempos antigos, os relâmpagos têm sido vistos como um dos
fenômenos mais intrigantes e poderosos da natureza. O medo que se
tinha (e ainda se tem) de sua intensa luminosidade e principalmente do
estrondo que os acompanham fez com que nossos ancestrais, por não
conseguirem explicá-los, os associassem a manifestações divinas. A mitologia
nórdica, por exemplo, dizia que Thor era o deus dos relâmpagos.
Em seus momentos de ira, usava um martelo mágico, chamado Mijollnir,
para golpear todos os corpos celestes, o que resultava num grande barulho,
o barulho de Thor (ou Thor Don na língua nativa da Islândia).
Essa era a origem do trovão para aquele povo, sempre precedendo as
tempestades. Do mesmo modo, os gregos acreditavam que os Ciclopes, ao
todo três gigantes de um olho só (chamados Arges, Brontes e Estéropes),
forjavam raios para Zeus, o deus do céu, lançá-los sobre os
mortais. E foram muitos outros deuses "inventados" e cultuados.
Atualmente, os relâmpagos recebem o apelido de espada de Deus.
Apesar da Ciência ter se desenvolvido e explicado as causas dos
relâmpagos, a figura do mito ainda deverá sobreviver por um longo tempo.
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