Os efeitos fisiológicos da corrente elétrica
se traduzem pelos choques elétricos. A conseqüência de um choque elétrico varia muito de pessoa para pessoa. Os cientistas
analisaram o comportamento do organismo humano exposto à uma corrente alternada
de freqüência igual a 60 Hz (a corrente elétrica de nossas residências),
fluindo através do corpo de uma mão à outra, com o coração no caminho. Concluíram
que, em geral, existe uma variação intermediária de corrente, de cerca de 0,1
a 0,2 A que é provavelmente fatal, pois neste intervalo ela é
capaz de produzir fibrilação ventricular (o cessar das contrações
normais dos músculos do coração). Acima desse intervalo, a corrente tende a
fazer com que o miocárdio se contraia fortemente, mas que pode voltar a
bater por si só cessada a fonte do choque. Daí, a intensidade da corrente nem
sempre determina a intensidade da lesão e muitas correntes altas podem não ser
tão danosas quanto as de baixa intensidade. Para uma descarga de relâmpago, os
danos poderão ir de morte à seqüelas insuportáveis. Veja a tabela que
associa os prováveis efeitos da corrente elétrica com sua intensidade.
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Corrente elétrica (A) |
Efeitos fisiológicos |
|
10-3 a 10-2 |
Princípio da sensação de
choque |
| 10-2
a 10-1 |
Ponto
em que um estímulo é suficiente para produzir um efeito doloroso;
paralisia muscular, dor severa dificuldade respiratória; parada cardíaca |
| 10-1
a 2x10-1 |
Fibrilação ventricular
normalmente fatal se não houver intervenção |
| 2x10-1
a 1 |
Parada cardíaca,
recuperação possível desde que o choque seja terminado antes da morte |
| 1
a 10 |
Queimaduras graves e não
fatais, a menos que os órgãos vitais tenham sido atingidos |
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