Notícia 4


UFPA planeja criar Centro Vocacional Tecnológico em Marabá

Durante visita ao Campus Universitário do Sul e Sudeste, Reitoria Itinerante anuncia projeto de inclusão social na área de tecnologia mineral

Em reunião de balanço das ações da Universidade Federal do Pará na região de Marabá, a reitoria anunciou que pretende criar um Centro Vocacional Tecnológico, voltado à área de maior potencial da economia local, a mineral. Trata-se de um projeto de inclusão social. A idéia é levar conhecimentos científicos básicos às crianças das escolas, formar pessoal de nível médio em tecnologia mineral e transformar o CVT num grande centro de pesquisa.

Na avaliação de Alex Fiúza de Mello, o resultado imediato do trabalho do CVT será a maior interação entre Universidade, ensino secundário e técnico, população local e setor produtivo. Afirma que haverá ganhos generalizados nos diversos setores, com melhoria na formação de recursos humanos, capacitação de laboratórios e disseminação de conhecimento em toda região.

O reitor disse que a UFPA está construindo um pólo importante de formação e de conhecimento em Marabá, sobretudo pelo investimento humano que está sendo feito. Dos vinte novos docentes contratados recentemente para o campus, sete são doutores e treze, mestres. "Com professores qualificados e atuando em pesquisa", disse o reitor, "podemos criar um centro de referência científica mineral, um pólo que agregue valor à cadeia minero-metalúrgica, o carro-chefe da produção de bens, criação de emprego e geração de renda na região".

Na visita que fez ao campus II, no qual a Companhia Vale do Rio Doce está construindo um prédio da biblioteca e bloco de salas de aulas, Alex Fiúza agradeceu à CVRD o cumprimento do acordado. Disse ter certeza que o melhor investimento da companhia é investir no futuro do Estado e que o investimento mais permanente é em educação, ciência e tecnologia. Ao finalizar, pediu apoio para consolidação do curso de Geologia em Marabá.

Jareston Nunes, gerente geral de suporte à operação de cobre da CVRD, declarou que uma das diretrizes da empresa se desenvolver alinhada com a região. Reafirmou o propósito da Vale de apoiar sempre a parceria com a UFPA e que já está em discussão a forma pela qual apoiará o curso de geologia, estratégico para o sudeste do Pará, detentor de um enorme potencial geológico. Disse que a Companhia tem um certo problema de mão-de-obra qualificada na região e que espera o detalhamento do projeto de criação do CVT para viabilização da nova parceria.

O reitor da UFPA cobrou da prefeitura municipal o mesmo empenho, declarando esperar que, tão logo passe a turbulência política no município, o poder executivo honre com o compromisso assumido anteriormente para com o Campus - asfaltamento do acesso, implantação de uma linha de ônibus, reforma de alguns prédios menores do campus e, principalmente, contratação de pessoal para limpeza.

A vereadora Wanda Américo disse que o débito da prefeitura era em função da crise política que o município vive. Informou que tudo estava orçado e planejado, mas que, no momento em que houve a troca de prefeito, não houve continuidade das ações planejadas. "Conversamos com o prefeito eleito, Tião Miranda, e ele garantiu que, ao reassumir o cargo, a prefeitura vai cumprir a sua parte, que é o mínimo que o município pode fazer".


Campus recebe novos professores: sete doutores e 13 mestres

Em reunião de balanço das ações da Universidade Federal do Pará na região de Marabá, a reitoria anunciou que pretende criar um Centro Vocacional Tecnológico, voltado à área de maior potencial da economia local, a mineral. Trata-se de um projeto de inclusão social. A idéia é levar conhecimentos científicos básicos às crianças das escolas, formar pessoal de nível médio em tecnologia mineral e transformar o CVT num grande centro de pesquisa.

Na avaliação de Alex Fiúza de Mello, o resultado imediato do trabalho do CVT será a maior interação entre Universidade, ensino secundário e técnico, população local e setor produtivo. Afirma que haverá ganhos generalizados nos diversos setores, com melhoria na formação de recursos humanos, capacitação de laboratórios e disseminação de conhecimento em toda região.

O reitor disse que a UFPA está construindo um pólo importante de formação e de conhecimento em Marabá, sobretudo pelo investimento humano que está sendo feito. Dos vinte novos docentes contratados recentemente para o campus, sete são doutores e treze, mestres. "Com professores qualificados e atuando em pesquisa", disse o reitor, "podemos criar um centro de referência científica mineral, um pólo que agregue valor à cadeia minero-metalúrgica, o carro-chefe da produção de bens, criação de emprego e geração de renda na região".

Na visita que fez ao campus II, no qual a Companhia Vale do Rio Doce está construindo um prédio da biblioteca e bloco de salas de aulas, Alex Fiúza agradeceu à CVRD o cumprimento do acordado. Disse ter certeza que o melhor investimento da companhia é investir no futuro do Estado e que o investimento mais permanente é em educação, ciência e tecnologia. Ao finalizar, pediu apoio para consolidação do curso de Geologia em Marabá.

Jareston Nunes, gerente geral de suporte à operação de cobre da CVRD, declarou que uma das diretrizes da empresa se desenvolver alinhada com a região. Reafirmou o propósito da Vale de apoiar sempre a parceria com a UFPA e que já está em discussão a forma pela qual apoiará o curso de geologia, estratégico para o sudeste do Pará, detentor de um enorme potencial geológico. Disse que a Companhia tem um certo problema de mão-de-obra qualificada na região e que espera o detalhamento do projeto de criação do CVT para viabilização da nova parceria.

O reitor da UFPA cobrou da prefeitura municipal o mesmo empenho, declarando esperar que, tão logo passe a turbulência política no município, o poder executivo honre com o compromisso assumido anteriormente para com o Campus - asfaltamento do acesso, implantação de uma linha de ônibus, reforma de alguns prédios menores do campus e, principalmente, contratação de pessoal para limpeza.

A vereadora Wanda Américo disse que o débito da prefeitura era em função da crise política que o município vive. Informou que tudo estava orçado e planejado, mas que, no momento em que houve a troca de prefeito, não houve continuidade das ações planejadas. "Conversamos com o prefeito eleito, Tião Miranda, e ele garantiu que, ao reassumir o cargo, a prefeitura vai cumprir a sua parte, que é o mínimo que o município pode fazer".


Vice-reitora assume secretaria multicampi

Em reunião com os coordenadores de campi, em Marabá, a vice-reitora Regina Feio Barroso disse que é preciso reforçar o sentido de união e integração de todos os campi, preconizado no modelo multicampi adotado pela UFPA. Para ela, "a universidade multicampi não é a universidade do campus de Belém, nem é a universidade dos campi do interior. É uma integração de ações".

À frente da Secretaria Multicampi, Regina Feio pretende atuar no sentido de aprimorar o trabalho integrado que está sendo realizado. "Pretendemos desenvolver um trabalho conjunto, sem espaço para pactuações separatistas. Toda a equipe da administração superior está pronta a colaborar. A filosofia multicampi tem que permear todas as ações de pesquisa, ensino e extensão, as atividades-fins da universidade. Não será possível pactuar um curso sem que ele esteja plenamente sedimentado, em seus convênios e contratos".

Segundo a vice-reitora, "os campi precisam atualizar seus regimentos internos, construir projetos pedagógicos e definir planejamentos institucionais. É preciso ter tudo muito claro para que o planejamento seja, de fato, executado. Estou à disposiçãio para fazer com vocês, coordenadores, um trabalho de parceria sob a ótica multicampi adequada";


Campus de Abaetetuba recebe Reitoria

Na quarta visita da Reitoria Itinerante ao interior do Estado, o reitor Alex Fiúza de Mello e sua equipe de pró-reitores estiveram, no mês de setembro, no Campus Universitário do Baixo-Tocantins - CUBT. Localizado no bairro do Mutirão, o campus está em expansão tanto na parte pedagógica quanto na parte física. Um novo prédio está sendo construído. Vai abrigar o setor de informática, que cresceu bastante nos últimos anos.

A reitoria informou que em 2001, o CUBT recebeu R$ 55 mil de verba orçamentária. Em 2005, os recursos atingiram R$ 199 mil. Ressaltou a necessidade do campus priorizar suas necessidades e desenvolver projetos estratégicos para captação de mais recursos. A reitoria informou que os recursos para construção de uma nova biblioteca estão previstos em emenda parlamentar. Quanto ao acervo, informou que a Biblioteca Central da UFPA atendeu à solicitação dos colegiados que enviaram seus pedidos. O colegiado de Ciências Contábeis não foi atendido porque não encaminhou solicitação.

Sobre a construção do muro do campus, esclareceu que a obra foi iniciada, mas a empresa contratada em Abaetetuba para realizá-la não concluiu o trabalho. Um novo processo está em elaboração para execução do restante. A reividicação da pavimentação asfáltica do acesso ao campus foi encaminhada pela administração da UFPA ao prefeito Luis Lopes que se prontificou a realizá-la quando as finanças da prefeitura melhorarem.

Ao anunciar a reedição de um programa de apoio ao recém-doutor e a destinação de bolsas de iniciação científica para o interior, o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Roberto Dall'agnol, disse que há necessidade de discussão mais ampla entre os campi sobre projetos de pós-graduação, inclusive sobre os cursos de especialização. Observou também que uma revista eletrônica seria a melhor opção para divulgação da produção acadêmica do campus.

Lamentando a existência de apenas dois projetos do CUBT cadastrados na Pró-Reitoria de Extensão, a pró-reitora Ney Cristina Monteiro de Oliveira disse que a extensão é um espaço importante para efetivação de trabalhos integrados. Comunicou que o edital do Proint será publicado após o fim da greve e que espera uma ampla participação também em relação aos projetos de extensão. Após discorrer sobre a nova Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoal, a pró-reitora Sibele Bitar Caetano informou que está em estudo projetos de qualificação para funcionários da UFPA em níveis fundamental, médio e superior. E que a Progep estuda a possibilidade de abrir cursos de informática nos campi. Informou também que espera o envio da proposta de criação do curso de relações humanas para análise da Pró-reitoria. Em reunião à parte, Sibelle Caetano esclareceu uma série de dúvidas dos técnico-administrativos do CUBT sobre o processo de enquadramento no plano de carreira.


Mais de 1200 estudantes estão matriculados no CUBT

Instalado no município de Abaetetuba, o Campus Universitário do Baixo-Tocantins - CUBT, tem área de abrangência que envolve os municípios de Acará, Moju, Igarapé-Miri, Barcarena, Tomé-Açú, Concórdia do Pará e Tailândia. Nestes três últimos, estão instalados núcleos pertencentes ao campus. Aproximadamente 1.200 alunos estão matriculados nos cursos regulares de Letras, Pedagogia e Matemática e nos intervalares de Física e Ciências Contábeis.

O corpo docente é formado por trinta e três professores, sendo vinte e três efetivos e dez substitutos. Dos efetivos, quatro são doutores, oito são mestres, dois são mestrandos e três são especialistas. Dos substitutos, dois são mestres e quatro são especialistas. O corpo técnico-administrativo é composto por oito funcionários da UFPA e por dezenove cedidos pelas prefeituras de Abaetetuba, Barcarena e Igarapé-Miri.

A pós-graduação do CUBT é realizada através de cursos de especialização. O colegiado de Pedagogia oferece as especializações em Coordenação e Organização do Trabalho Pedagógico e em Educação Infantil. Uma terceira especialização - em História e Filosofia da Educação - está em fase de construção de projeto. O Colegiado de Letras oferece as especializações em Língua Portuguesa: uma abordagem textual e Ensino-aprendizagem em Língua portuguesa. O Colegiado de Matemática oferece um curso de especialização, coordenado pelo NPADC. O campus possui um Núcleo de Pesquisa, atualmente com as seguintes pesquisas em desenvolvimento: "Os significados de gênero no Ensino normal", "Criação do Núcleo de Pesquisa", "Lapinalfan", "Recuperação de atributos sísmicos através de duplo empilhamento de difrações" e Leituras da ditadura: discurso ficcional e não-ficcional da resistência ao regime militar de 1964". Também edita a revista Margens, que publica artigos científicos produzidos por professores da UFPA. Na área da Extensão, o CUBT desenvolve os projetos "Curso livre em língua estrangeira - inglês" e "Universidade vai à comunidade". Possui ainda dois grupos de estudos, que realizam encontros semanais para discutir os temas "Gênero e educação" e "Lógica e linguagem".


Coordenador aponta desafios do ensino superior na região

O novo coordenador do Campus Universitário do Baixo-Tocantins, o pedagogo e licenciado em Filosofia Waldir Abreu, foi empossado no dia 5 de setembro, em cerimônia presidida pelo reitor Alex Fiúza de Mello e que contou com as presenças do prefeito Luis Lopes e do secretário de educação Adelino Ferrante, ex-coordenador do campus.

Em entrevista ao jornal Beira do Rio, disse que são muitos os desafios do CUBT. "O campus tem crescido muito dentro da estrutura da universidade. Um dos maiores desafios é trazer novos cursos que estejam conectados com as necessidades da região. Precisamos também implantar núcleos em municípios vizinhos ainda não atendidos pela universidade".
Outro ponto que considera importante é a construção de uma biblioteca compatível com a estrutura do campus. Segundo ele, o mais recente aporte de livros foi conseguido por meio de recursos do Fundef. "A administração superior está sinalizando com a remessa de mais volumes. Com o prédio novo, vamos ter condições físicas para expandir o acervo"
Waldir Abreu disse que pretende estimular o contato e estabelecer parcerias com a Albrás/Alunorte e com as prefeituras locais. "Temos um projeto em andamento, a oferta de cursos na área tecnóloga, que num primeiro momento, estaria voltado à formação de quadros para a Albrás/Alunorte. Depois, toda a estrutura ficaria para o campus oferecer cursos à população da região". Na opinião do novo coordenador, Abaetetuba tem tudo para desenvolver duas grandes vocações: as áreas de educação ambiental e de arte.